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Giorgio Armani: além do estilista o clássico e revolucionário

Desde os anos 1970, quando fundou sua marca, Armani provou que estilo não precisa ser barulhento para ser transformador. Com sua visão, ele reconstruiu a ideia do que é elegância e, ao mesmo tempo, abriu caminhos que mudaram para sempre o vestir contemporâneo.

Armani conseguiu ser clássico e revolucionário ao mesmo tempo. A revolução de Armanicomeçou de forma silenciosa: ele retirou os excessos dos ternos masculinos, flexibilizou as estruturas rígidas e trouxe fluidez para cortes que antes eram pesados. O resultado foram modelos que respiravam liberdade, mas sem perder o rigor da sofisticação. Esse gesto, aparentemente simples, redefiniu a alfaiataria mundial e deu origem ao conceito de “power suit”, que ganhou força entre homens e mulheres nos anos 1980. Foi um movimento revolucionário, ainda que embebido de sobriedade.

No feminino, Armani também fez história ao oferecer roupas que equilibravam força e delicadeza. Suas peças para mulheres executivas não eram cópias do guarda-roupa masculino: eram criações próprias, que transmitiam autoridade sem abrir mão da feminilidade. Assim, vestiu gerações de profissionais e deu uma nova linguagem ao poder no ambiente de trabalho.

A estética de Armani é clássica porque resiste ao tempo, e revolucionária porque ousou desafiar padrões engessados. Ele mostrou que luxo não precisa ser ostentação, mas pode estar em linhas limpas, em cores neutras e na perfeição da execução. Muito antes do conceito de quiet luxury, Armani já o praticava em seu ateliê. Seu impacto atravessou a moda e alcançou o cinema, com figurinos memoráveis em filmes de Hollywood, reforçando sua posição como um verdadeiro arquiteto de imagens.

Ninguém é ícone à toa. Giorgio Armani alcançou esse status porque soube unir tradição e inovação, duas forças aparentemente opostas:  Ele criou uma moda que não envelhece, mas também não teme quebrar paradigmas. Sua obra continua a inspirar profissionais, criadores e consumidores, lembrando que o verdadeiro estilo não é apenas seguir tendências, mas ter coragem de reinventá-las com autenticidade. Clássico e revolucionário — talvez essa seja a fórmula da eternidade na moda.




Mangas Bufantes: Princesa, gótica ou retrô…

Seja em uma blusa de cetim, alfaiataria ou em vestido de algodão leve, as mangas bufantes são as grandes protagonistas da vez.

O detalhe que carrega um visual mais romântico está circulando nos looks das brasileiras mais antenadas do momento. Inclusive, a peça é uma das favoritas para compor as produções de festas com uma pegada mais glamorosa.

Manga bufante + calça jeans: infalível para quem procura dar um up sem esforço na produção.

Mesmo se você não curte muito manga comprido, não tem problema. Existem modelos que seguem a mesma proposta do volume nos ombros com mangas curtas. Ideal para o nosso verão mas conferem um visual de princesa que, para as mulheres de mais atitude, talvez não seja compatível.

A  verdade é que as mangas bufantes são exuberantes e não funcionam com muito volume embaixo como se usadas com calças largas, saias rodadas demais ou mesmo armadas. Com saia curta, por exemplo reforçam o centro da silhueta formando um quadrado…

Tecidos lisos e fluidos – são o ideal para esse modelo de manga. Senão parecerá uma tenda ou cortina. É um  modelo simpático mas que não funciona com tudo e em qualquer ocasião. Para  o trabalho pode exemplo pode ficar exagerado, já para um evento social ou  balada arrasam e emprestam um ar festivo e feminino..

 

 




Como fazer para evitar o visual de coitadinha

E, acredite, há alguns itens que acabam por enfatizar esse look sem que você perceba…

Roupa preta puída – ou com bolinhas e pelos. Se quiser usar preto assegure-se de  que não seja “básica” senão pode acabar com aparência “cansada”. E principalmente confira sempre se não está com bolinhas, linhas ou pelo que traduzem desmazelo e pouco caso.

Bolsão – as maxi bolsas perderam espaço para bolsas médias e estruturadas. Nada de bolsas imensas como sacos de couro estufados e, se escolher usar uma dessas, atenção para quem a alça não seja longa a tiracolo – o que pode dar uma impressão de que está carregando um fardo nos ombros…

Sacolinhas plásticas – nem precisa ser as de supermercado… Muita gente improvisa e, em emergências, usa sacolinhas como bolsa auxiliar. Beleza. Se precisar de uma extra, tenha sempre a mão sacolas recicláveis a postos. Pode ser em tecido, material reciclado o que for… Mas as  plástico molinhas e vilãs não rola…

Capinha de celular suja ou maltratada – a gente não percebe mas as capinhas, dependendo do material podem escurecer, amarelar (como o silicone) encardir, riscar…

Sapatos do tipo Chinelo – não estou falando das  “legítimas” – que ganharam o mundo e  continuam alta. Mas chinelos  de tiras que se arrastam, super confortáveis claro, mas não ajudam em nada para um visual bem acabado. Sim, o momento é de descontração e informalidade mas, se a ocasião  é profissional, é bom lembrar que esse tipo de chinelo tem hora e lugar…

Está achando esse papo é fútil e raso?  Pode até ser… Mas, assim como hoje todas as especialistas em moda insistem que óculos escuros grandes e chapéu Panamá conferem um ar de rica e poderosa as mulheres, determinados itens podem sim “enfraquecer” a imagem de qualquer um…

Se não concorda com esses itens, pense em outros mas se ligue e não acredite nesse papo de “total informalidade e desconstrução” da moda…




Marinho: o preto que deu certo!

 

 foto de uma moça onde não e vê o rosto e em close vemos seu lazer azul marinho com seis botões dourados se sobressaindo. O destaque é a cor com o dourado.

Sim, eu sei que a cor do ano é terracotta! Mas nem todo mundo fica bem com esse tom, já reparou? Portanto, não tenha  medo de ousar, experimente suas peças azul marinho, com vários tons diferentes e veja quantas variações são possíveis!

 

Mostarda – inusitado e muito elegante.

Modelo morena de rabo de cavalo curto, veste vestido azul marinho com gola redonda e mangas até os cotovelos. A gola e a barra das mangas são vermelho vivo fazendo contraste com o resto do vestido

Com Vermelho: um clássico super alegre

Cinza – experimente e veja que bonito!

O marinho com branco, com rosa e até mesmo com preto e marrom adquire uma sofisticação muito singular e moderna. Experimente qual a sua combinação preferida e use sem medo!




Coco Chanel – Uma casa da moda

A estilista Coco Chanel - na sala de sua casa-atelier- sentada no sofá - Ela usa chapéu e um conjunto claro. Ao fundo uma prateleira com diversos livros

Dentro dos quatro cômodos do segundo andar do numero 31 da rua Cambon, em Paris, tudo está como sua dona deixou antes de morrer a poucas quadras dali, em uma suíte do hotel Ritz.

Gabrielle Bonheur Chanel (1883-1971) não visitara seu apartamento diurno naquele último domingo – uma vez que ninguém trabalhava no edifício de três andares onde ficavam seu ateliê, sua loja, sua moradia e seu escritório.

Detalhe do artesanato com a imagem de um leão, dourado, sobre uma mesa de centro com base de vidro.

 

Um dos  objetos “Símbolo” que está também em todos os ambiente é o Leão, signo astrológico da estilista, com versões posicionadas em mesas, aparadores e estantes. Há sapos , símbolos de sorte, macacos representante da sabedoria e Budas.

Seu apartamento foi financiado pelo e empresário inglês Arthur ‘Boy” Capel (1881-1919)  na foto abaixo – onde em 1910 – Chanel abriu a primeira grande butique. Ele foi seu grande amor e, depois de morto prematuramente em um acidente de automóvel ela nunca mais se envolveu seriamente com ninguém.

Imagem de namorado de Coco Chanel - Senhor Arthur Capel - usando terno claro junto a um móvel com livros.

As escadas para os outros pavimentos da casa, são com paredes espelhadas.  O espelho é presente em toda a decoração de Mademoiselle Chanel e era através de jogos de espelhos,  estrategicamente colocados que  ela assistia a reação da platéia aos seus desfiles – sem se revelar ao grande público

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Desses degraus , a estilista assistia escondida, sentada e fumando, aos desfiles de sua marca que segue encantando o mundo.

Chanel tinha fascinação pelas coisas da Ásia,  mas isso, nunca influenciou sua moda. Por influência do “Boy”, toda as belezas da cultura chinesa faziam parte dessa decoração – como esse requintado biombo delicadamente trabalhado em laca e marfim.

A tour of Gabrielle Coco Chanel’s Apartment at 31 Rue Cambone Paris

Uma bola de cristal posicionada em sua mesa de centro é outro objeto que revela sua personalidade mística,  assim como um jogo de tarô. As bolas  de cristal são presente de Hugh Grosvenor , Duque de Westminster  amigo e admirador da estilista

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Reparem a paridade das coisas – tudo lá é colocado em pares.  Há várias peças em pares, animais, dispostos nos ambientes.

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E, dominando a sala de estar, o lustre de quartzo e ametista construído com uma estrutura de ferro que forma vários numerais “5” , outra mania da estilista – não por acaso, nome de seu perfume mais famoso – o Chanel 5 – usado por ninguém menos que Marilyn Monroe. 

Ok, você talvez deve estar pensando que não há lugar na vida prática de pessoas comuns para esse tipo de requinte ainda mais no século 21. Concordo. Mas, que nos sirva de inspiração pra que usemos sempre a leveza dos espelhos, e o misticismo para trazer paz e luz ao local onde moramos.

E, claro sempre acreditando que a beleza – independente  de luzo – pode sim nos fazer muito bem.