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Vinhos – dicas para facilitar na hora de servir

Com um fundo cinza bem claro vemos uma taça de cristal sendo enchida por um decanter de cristal em formato de um gracioso pescoço de cisne suspenso por uma mão feminina.

Quem me deu essas dicas foi um amigo que, apesar de não ser enólogo, sempre soube escolher bons vinhos e, da turma,  é em quem mais confiamos quando se trata de vinho.

Escolha antes a uva – e usando como primeiro critério o nome da uva, e não do fabricante. Assim, você não precisa ser conhecedor da safra, ano de fabricação etc, Basta saber as características das uvas que mais lhe agradam e pedir  pelo nome genérico: merlot, chardonnay etc…

Desta forma estará escolhendo pela qualidade e sabor do vinho e não pelo modismo ou marketing das marcas.
Não misture o vinho – essa é uma bebida única: portanto não misture com refrigerante ou sucos (aliás, um suco equivale a uma sobremesa, imagine servir um pudim durante a feijoada)…

Use vinho e vinho, ou vinho e água com gás ou sem gás, e só, não invente!

Respeite a ordem:
acredite, há uma ordem pra se saborear os vinhos. Assim como num jantar, não se começa pela sobremesa, por uma questão de equilíbrio e paladar, prefere-se em geral beber vinho branco antes do tinto, e o seco antes do doce.
Muita água! Uma jarra bonita e transparente com água gelada sobre a mesa, além de acompanhar bem qualquer vinho, é agradável (todos sentem sede!) e faz render mais seu vinho.
Renove as taças – se seu convidado sujou a taça, com gordura ou batom, troque discretamente, ele vai adorar!

5 taças de cristal estão enfileiradas de frente para a foto - que está em close. Vazias, o desenho de seus diferentes formatos se sobrepoem.

 




Recebendo uma Pessoa com Deficiência em Casa

Desenho colorido comos se fosse jogo de sombras com várias pessoas: algumas em pé, outras com bengala, outras ainda em cadeira de rodas, e um com um cão guia. As cores são fortes: pink, vermelho, coral, verde água e amarelo cítrico. A imagem é de um grupo alegre e harmonioso.

Nossa Casa – para quem gosta de receber, abrir a casa para os amigos é uma coisa que traz um prazer genuíno. Mas esse prazer pode se converter em embaraço se ele não estiver devidamente preparado para atender a todas as necessidades de seus convidados.

Assim, em vez de preparar sua casa pensando apenas no conforto e na beleza do lugar, você terá outras duas prioridades:

  • acessibilidade dos lugares
  • mobilidade de quem vai circular

Identificando as necessidades – um cadeirante provavelmente precisará de espaços maiores de manobra ao passo que para alguém com deficiência visual será simpático descrever o local e seus acessos. Já um surdo ou pessoa com deficiência auditiva será mais bem atendido se a atenção da dona da casa estiver focada com mais precisão às suas necessidades para que não fique isolado da conversa ou do grupo.

Convide sem medo – qualquer reunião (mesmo um encontro a dois) começa no convite. Pergunte como ele vai vir, se virá acompanhado e, se for o caso (se morar em apartamento) desça para recebê-lo.

Preparando as crianças– as crianças também devem ser preparadas no sentido de facilitar a vida da visita. Elas podem ser ensinadas a respeitar a deficiência de seu amigo tratando exatamente como trataria alguém sem deficiência – ou seja com naturalidade. Mas é importante que elas saibam das eventuais dificuldades que seu amigo pode encontrar. Caso elas façam muitas perguntas, relaxe. O menor dos problemas de uma pessoa com deficiência é responder as eventuais perguntas de uma criança, que, afinal de contas está interessada nela. Deixe que conversem e depois, se perceber que o pequeno está sendo inconveniente, intervenha.

Lembre – se: é fundamental que a pessoa sinta que está sendo esperada com prazer e não com preocupação.




Natal e seus estilos

Definir o estilo do seu Natal é fundamental para montar uma mesa que gere impacto.  Pois a tentação de colocar tudo o que achamos lindo, é grande, mas corremos o risco de deixar o ambiente confuso e poluído – sem a leveza que merece.

Existem 3 temas, que podem ser muito bem definidos e permitem escolher de acordo com o temperamento, com a decoração da casa e com o gosto (ou o que está sentindo momento).

Natal clássico – é aquele que tem as cores vermelho, verde, dourado, prateado e branco. A arvorezinha, em geral, é verde mesmo e as bolas vermelhas e douradas. Os guardanapos seguem essas cores também.

Natal no campo – é uma mesa mais campestre ou até uma mesa mais voltada para a praia. Com cores e elementos mais da Terra, naturais, como os beges, os marrons terrosos, os verdes e os azuis com ferrugem. O faqueiro pode ser de madeira ou mesmo dourado fosco fica muito elegante com essa pegada mais bucólica.

Natal urbano/moderno – é aquele com cores frias mesmo. É o prateado (sem dourado) com preto ou marinho. A combinação preto com branco ou preto com vermelho fica lindo. Mas somente essas três cores, sem colocar um verdinho no meio. A árvore pode ser aquela branca com enfeitinhos de neve ou com prata. Lembrando que as cores frias remetem ao contemporâneo e urbano…

Ē  claro que essas são apenas 3 possibilidades, mas, a partir delas, já é possível escolher o que mais te agrada  – e aproveitar o encanto.

 




Saias justas (aparentemente) impossíveis…

Rogério Fasano, amigo de juventude, lançou o desafio e me mandou várias perguntas que considera como saias justas mais delicadas para se administrar. Aceitei – e aqui compartilho com vocês.

O que fazer quando…

Alguém sai do toalete com a mão molhada e a estende para te cumprimentar – aff…  hoje, nem cabe mais dar a mão, molhada então…nem pisque, abra um imenso sorriso e desande a falar de algo que o distraia.

Bebemos demais no começo de uma festa e queimamos a largada – não tem jeito: realize o porre e não incomode os amigos no dia seguinte pedindo desculpas, e – pior – relatos sobre as besteiras que fez ou disse. Se durante a bebedeira restar um mínimo de percepção, peça para alguém para providenciar sua volta para casa “ASAP”.

Foto: tastingtable

Derrubamos vinho no sofá de alguém – se souber como tirar ou atenuar o estrago (e tiver vinagre branco na casa), faça isso na hora. Ou dê as coordenadas, com calma). Deixe para arrancar os cabelos de vergonha depois. Não piore com drama: procure ajudar ao máximo ou pelo menos não atrapalhe a dona da casa com pedidos de desculpas em profusão e no dia seguinte mande flores lindas com um cartão mais lindo ainda.

Convidamos alguém para um programa ou final de semana e nos arrependemos em cima da hora – alegue uma cólica de rins insuportável ou uma crise alérgica e diga inclusive que estão te levando para o pronto socorro. Sem piscar. E suma – lembre do ditado “é melhor ficar vermelho 5 minutos do que amarelo a vida inteira”.

Foto: dreamstime

Quebramos um objeto importante de alguém – tente, de verdade, achar algo pelo menos similar para repor. Se não conseguir por ser algo único, pesquise dentro das preferências da pessoa e das suas possibilidades, outra peça importante ou original e mande com um pedido de desculpas genuína.

Estamos em um apartamento de amigos e desejamos acender um cigarro – pergunte onde tem uma janela ou varanda – e se ele se importa que você fume perto da janela. E ele NÃO deveria se importar: amigo não coloca esse tipo de restrição em outro amigo.

Estamos em área comum de convivência e alguém atende o telefone no viva voz – se acontece comigo, pego o meu e começo a falar mais alto – para ver se a criatura se toca.

Estamos no elevador e a conversa é sobre alguém que conhecemos – faça cara de paisagem, fique mudo, mas registre tudo. Nunca se sabe…

Nesse época de festas, as pessoas bebem mais, falam mais e não prestam atenção – de modo que, se você se identificou em pelo menos 3 dessas situações ligue o sinal da antena e comece a pisar no freio. Melhor prevenir sempre, claro, mas, se não der mesmo, lembre que, a convicção com que nos expressamos faz muita diferença, portanto, se no futuro alguém lhe recordar algum desses momentos abomináveis, olhe firme para a pessoa e diga: “que horror, jura? Não lembro!”




Férias – hóspedes

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Pense muito bem antes de aceitar indiretas de hóspedes se auto convidando. O final de semana ou férias é para ser curtido com quem gostamos e nos sentimos à vontade.

Não caia na armadilha – não se sinta constrangido com quem se convida. Seja educada(o), mas firme: diga que a casa já está lotada, pois vai uma porção de gente. A a sogra, seu chefe com a família, sobrinhos do interior – e que vão permanecer o verão inteiro. Se a pessoa descobrir, não precisa ficar preocupada(o): afinal, está errado quem se convida e insiste em ir sem maiores sinais de animação por parte dos anfitriões.

Crianças não! – você fez o convite e esqueceu das três crianças do casal. Agora é tarde. É inaceitável falar que não pode levar as crianças. Estamos falando de filhos até 14 ou 15 anos. O melhor é convidar quem tem crianças na mesma faixa etária, pois os problemas serão menores e a convivência entre eles é muito mais tranquila.

Parentes – tenho que convidar?Sogras, sobrinhos, cunhados, com quem você convive o ano inteiro: não dá para esquecer ou fingir que esqueceu. Uma alternativa diplomática é convidar só para um final de semana e pronto. Naturalmente, se tiver sido premiado com algum parente divertido, é outra história. Pais são pais. Se convidar os da sua mulher, avise os seus para que não haja ressentimentos.

Amigos dos filhos – não é necessário convidar a classe inteira para viajar junto. Faça seu filho escolher um ou dois amigos. E quem está convidando deve tomar a iniciativa de ligar para o pais formalizando o convite e avisar quantos dias ficarão fora.

Namorados – quando estender o convite aos namorados? Namoradinhos de adolescência não são hóspedes obrigatórios. Uma distância de alguns dias pode até ser saudável.

Dê liberdade – deixe seus hóspedes a vontade e livres para passear ou descansar. Uma boa saída, caso seja necessário, é dar uma cópia da chave do apartamento ou casa.

Trabalho para todos – se necessário distribua tarefas, mesmo para as crianças e cobre, com carinho e bom humor, mas cobre, principalmente para os rebeldes adolescentes.

Horários – toda casa precisa de certos horários para não virar uma bagunça. Principalmente se a casa estiver cheia imponha certos horários e pronto.

Finalmente, se você recebe um convite, mas conhece o ritmo da casa e de seus amigos, e sabe que não é igual ao seu, recuse-o. Se eles são super esportivos e o esquema é de aventura, e você quer ler e descansar, é melhor não se transformar num peso morto ou um peixe fora d’água.