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Abuso emocional – dá pra prevenir?

Quando o entusiasmo do início fala mais alto, é comum ignorarmos sinais que, mais tarde podem se transformar em problemas.

Mas atenção: esses sinais de alerta, conhecidos como red flags ou “bandeiras vermelhas”, não devem ser vistos como pequenas manias sem importância, mas como indícios de comportamentos que podem comprometer a saúde emocional e a estabilidade de uma relação. As principais são:

Falta de respeito com os outros – alguém que trata mal garçons, colegas de trabalho ou até familiares pode, em algum momento, direcionar esse mesmo comportamento para o parceiro. simples assim.

Dificuldade em se responsabilizar pelos próprios erros – quando tudo é culpa dos outros, o relacionamento corre o risco de virar um espaço de cobrança injusta. E isso tem um peso enorme, em algum momento a corda arrebenta.

Incoerência entre discurso e prática – também merece atenção. Se a pessoa fala muito sobre honestidade, mas mente em situações cotidianas, há um desequilíbrio entre o que ela diz e o que realmente é.

Ciúme excessivo e o controle constante – sinais claros de que a relação pode se transformar em algo sufocante, limitando a autonomia individual.

Incapacidade de lidar com frustrações – explosões de raiva, manipulação ou silêncio punitivo, desgasta qualquer vínculo.

Falta de empatia – dificuldade de ouvir, compreender ou apoiar, sinaliza que talvez não exista espaço para crescimento conjunto.

Observar esses sinais não significa desconfiar de tudo ou esperar perfeição. Mas é importante distinguir pequenas imperfeições de comportamentos que comprometem a confiança, a segurança e o respeito mútuo.

Então antes de se entregar totalmente a um relacionamento, vale sim  aprofundar-se  além da química inicial e das afinidades superficiais. Identificar as bandeiras vermelhas é uma forma de proteção emocional e de valorização pessoal. O amor saudável não nasce da insistência em mudar alguém, mas da escolha consciente de estar com quem soma, respeita e compartilha valores essenciais. E reconhecer os alertas no caminho não é pessimismo — é maturidade.




Outubro Rosa: faça sua parte!

mulher com longos cabelos loiros, usa camisa regata na cor rosa, do lado direito tem seus cabelos cobrindo a orelha e no outro lado vê-se um lindo brinco estiloso

Todas as mulheres entre 40 e 69 anos devem realizar a Mamografia, periodicamente Deveria ser simples assim. Mas é claro que não é.

Nem para Todas – se já existe uma resistência natural em mulheres sem deficiência para a realização do exame, em mulheres cadeirantes isso se potencializa: chegar até o exame já pode ser problema: pela falta de acessibilidade no caminho. Pois é.

Mais difícil que parece – uma vez no local, todo mamógrafo desce até a paciente na cadeira de rodas, facilitando o exame, porém nem todos os profissionais estão capacitados ou tem boa vontade para esta operação – que é simples mas delicada.

Segundo alguns artigos, pelo fato das mulheres cadeirantes usarem os braços também como pernas, tocando a cadeira, as mamas são mais densas, – e por isso mesmo, exames de prevenção são ainda mais indicados.

Lei que ainda está pegando – a lei obriga que todo local tenha acessibilidade mas a fiscalização é ineficaz e detalhes como esses fazem com que muitas mulheres incorram em um risco tão real quanto desnecessário!

Faça sua parte – quando for fazer seu exame, pergunte como quem não quer nada se tem uma rampa para cadeira até o mamógrafo e se ele desce, pois tem uma amiga cadeirante que você quer trazer.

Dependendo da resposta, converse, abra os olhos do interlocutor e, se preciso for de toda a equipe – até perceber que a ficha está caindo…

Se todas fizermos isso – pode acreditar, a coisa anda!

Mais que blá blá blá – acessibilidade é mais que uma palavra, é atitude: sua e de quem está lá para ajudar. De preferência com atenção, o respeito e o carinho.

Depois de outubro, vem novembro – aí é a vez dos homens, que venha o Novembro Azul!