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Pais: Um universo em múltiplas versões

Há pais que dirigem até a escola todos os dias e pais que ligam no fim do domingo só para ouvir a nossa voz. Pais que aprenderam a ser pais com o tempo — ou que ainda estão tentando — e pais que nunca saíram do papel de filhos, mesmo depois da paternidade. Tem o pai que conserta tudo com ferramentas e o que conserta tudo com silêncio e presença. O que ensina pelo exemplo e o que ensina pelo erro. Todos eles, à sua maneira, deixam marcas.

Neste” “Dia dos Pais”, não cabe romantização excessiva. Crescer nos mostra que a figura paterna é mais complexa do que a publicidade tenta pintar. Nem todos tiveram um pai presente. Nem todo pai acerta sempre. Mas muitos tentam, dentro de suas possibilidades emocionais, culturais e geracionais. E esse esforço, ainda que imperfeito, é valioso.

Tem o pai que é parceiro, o que virou amigo, o que você encontra apenas nos almoços de família, o que mora longe, o que não sabe se expressar — mas aparece quando mais importa. Tem o pai que você admira, o que você aprendeu a perdoar, e até o que você precisou aprender a viver sem. Cada história é única. E ainda assim, todos esses homens têm algo em comum: o impacto profundo — para o bem ou para o aprendizado — que causam em nossas vidas.

Ser pai, afinal, não é um rótulo pronto. É uma construção. Feita de acertos e falhas, de presença e ausência, de escuta ou silêncio. De coragem de reconhecer que, às vezes, amar exige reaprender, desfazer e refazer laços.

Neste dia, que o carinho se manifeste de forma adulta: com telefonemas sinceros, com respeito à história de cada um, com gratidão quando for o caso — e com maturidade para reconhecer os diferentes tipos de amor paterno que existem. Nem sempre fáceis, mas quase sempre transformadores.




Como e quando visitar um recém nascido

Um bebê recém nascido e peladinho está colocado dormindo sobre lençóis macios. A foto é em preto em branco reforçando a idéia de acolhimento da nova criança.

Se for primeiro filho, eles não tem nem idéia do que estão prontos a encarar. E se não for o primeiro, os pais, acostumados a dar toda a atenção ao primeiro filho agora terão de se desdobrar com duas crianças – ou mais e prováveis ciúmes dos maiores. Portanto, muita calma para aparecer de visita a pais de um novo bebê

É claro que o prazo de espera para se visitar em casa varia conforme a intimidade e temperamento dos novos pais. De qualquer forma, não apareça antes de 15 dias. E lembre que o ideal é uma visita muito curta – sem ultrapassar uma hora – afinal de contas, o bebê mama de três em três, certo?

Entre uma mamada e outra sobram poucos minutos. Veja só: o tempo da mamada é em torno de quarenta minutos e entre trocar e colocar para dormir vão mais trinta. Pronto: sobram duas horas para a mãe lavar a cabeça, cochilar, preparar a comida, dar um telefonema…

Se o bebê for filho de amigo homem ligue o sinal vermelho porque pais muitas vezes não tem essa noção de tempo e querem apenas exibir os rebentos. De modo que, se seu amigo insistir muitíssimo, você até pode visitar antes desse prazo. Mas seja categórico/a e peça a ele para consultar a nova mamãe sobre qual o melhor dia e horário.

Quarentena, sim – os médicos antigos receitavam um mês de resguardo para mãe e filho – sabe por quê? Porque esse é o tempo justo para ela se recuperar e para o bebê adquirir anticorpos. E hoje, continua valendo porque também é o prazo para que ele tome suas primeiras vacinas e esteja zerado para receber a turma.

O que você pode fazer é ligar, mandar Whatsapp fofos e até deixar um presentinho para o bebê, programando a visita para outra ocasião.

Telefonemas – são um ótimo substituto para as visitas. Porém também não podem ser longos. Principalmente na maternidade. Deixe o questionário de quanto ele pesa, quanto mama, com quem se parece e o quanto doeu para outra hora. Pergunte apenas se ela está feliz, se o nenê passa bem e desligue. O resto do relato pode ser feito pela avó ou amigas em outra ocasião.

Palpites – parece um complô: mães de primeira viagem , indubitavelmente são confundidas com caixinhas de sugestões. Aí é um tal de “está mamando muito”, “a cólica é por causa do feijão”“ está amarelinho,” “ está com frio” “ é melhor abrir a janela para ventilar”, “ coma canjica que o leite desce mais forte”… o sortimento é infinito e variado.

Conselho para a mãe: concorde com tudo e fique surda.

Conselho para a visita: faça muito bilu bilu. De resto, fique muda.