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Natal com sabor de novidade

Sair do óbvio não significa abandonar o espírito natalino, e sim reinventar a forma de celebrá-lo. É possível manter a essência das tradições, mas com um toque de originalidade que desperta os sentidos e torna a noite ainda mais especial.

Em vez do clássico peru, que tal um assado com temperos diferentes — cordeiro com ervas frescas, um peixe bem-preparado ou uma ave com recheio leve e aromático? A farofa pode ganhar versões com frutas secas e castanhas brasileiras; o arroz, um toque cítrico ou de coco; e a salada, cores e texturas que tragam frescor. O segredo é equilibrar tradição e personalidade: respeitar o sabor afetivo das receitas antigas, mas abrir espaço para o novo.

Até os acompanhamentos podem se reinventar. O panetone, por exemplo, pode virar sobremesa em taças individuais com creme e frutas; o sorvete pode substituir o pudim, trazendo leveza ao final da refeição. E por que não explorar ingredientes locais, dando protagonismo ao que é da nossa terra? A elegância da mesa está, hoje, muito mais na autenticidade do que na ostentação.

Na etiqueta contemporânea, o anfitrião elegante é aquele que pensa na experiência de todos: oferece opções leves, acolhe restrições alimentares, planeja porções equilibradas e serve com cuidado. O bom gosto se expressa tanto no cardápio quanto no gesto — servir com gentileza, valorizar o tempo de preparo e transformar o momento em partilha.

Sair do óbvio na ceia de Natal é um gesto de criatividade e carinho. É repensar o que servimos não apenas pelo sabor, mas pelo significado. Quando o cardápio reflete afeto, equilíbrio e cuidado, a mesa se torna mais do que um cenário: vira o coração da celebração. E é aí que o Natal se torna realmente inesquecível — quando cada prato conta uma história nova, mas temperada com o mesmo amor de sempre.




Boas festas e já voltamos

Ei, pessoal!

O fim do ano chegou, e não poderíamos deixar de passar por aqui para agradecer por estarem com a gente durante 2024! Foi incrível compartilhar tantas dicas, reflexões e momentos com vocês.

Que o Natal de cada um seja repleto de amor, paz e aquele calorzinho bom no coração. Que seja tempo de abraçar (ou mandar aquele recado fofo), comer bem e celebrar as pequenas e grandes conquistas do ano que passou. E que 2025 venha cheio de boas vibrações, sonhos realizados e muita leveza!

Vamos dar uma pausa para descansar e curtir as festas também, mas fiquem tranquilos: voltamos com tudo no dia 07 de janeiro de 2025. Já estamos com muitas ideias para trazer conteúdo novinho em folha para vocês!

Desejamos a todos um Natal incrível e um Ano Novo de encher a alma de alegria!

Boas festas e até 2025!

Com carinho,

Claudia Matarazzo, Lia Ameni e Equipe




Você sabe receber um presente?

Todo mundo gosta de receber um presente – mas poucos sabem agradecer com graça e leveza. E como um presente é sempre um gesto de carinho, há frases que podemos literalmente evitar falar para não ofender quem nos presenteou.
Sim, muitas vezes é sem querer, e como basta ficar atento, veja aqui algumas frases desastradas…
“Ah, não precisava!” – embora pareça uma maneira educada de responder, pode soar como se você estivesse diminuindo o gesto. Quem deu o presente pode achar que o esforço foi em vão.
“Quanto você pagou por isso?” – perguntar o valor de um presente tira a magia e transforma a situação em algo materialista. Além de ser deselegante, cria um clima de desconforto, como se houvesse uma obrigação implícita.
“Eu já tenho um desses.” – não é culpa dela, mas a pessoa que te deu o presente se sente mal, como se não tivesse sido atenciosa o suficiente na escolha. Ninguém precisa disso, certo?

“Você não sabe que eu não gosto disso?” – uma das piores coisas que você pode dizer! Mesmo que o presente que você goste, essa frase é ingrata e magoa quem tentou agradar.
“Você poderia ter escolhido outra cor/modelo/tamanho.” – qualquer comentários sobre o que “poderia ser melhor” parece que o presente desmerece e frustra, pois quem deu tentou acertar.
“O que vou fazer com isso? – isso sugere que o presente não tem utilidade para você, e como resultado, a pessoa que o deu fica decepcionada. É uma forma de rejeição disfarçada.
“Você comprou em promoção?” – eu, hein? Perguntar isso é grosseiro – simples assim. Faz pessoa sentir que seu presente é de pouca importância ou qualidade, quando na verdade o que conta é a intenção.
“Por que você me deu isso?” – faz parecer que o presente não faz sentido e que a pessoa não colocou carinho ou reflexão ao escolher. Ninguém quer sentir que errou na escolha.
“Eu esperava algo diferente” – demonstra decepção, o que pode magoar a pessoa que se esforçou para te agradar. As expectativas devem ser ajustadas para que a gentileza do gesto seja o que mais importa.
“Você sabe que isso não combina comigo, né?” – insinua que a pessoa não te conhece bem, o que é doloroso.

O mais importante quando recebemos um presente é focar no gesto e na intenção, não no objeto em si. Ao evitar essas frases, você garante que o momento seja leve, agradável e sem constrangimentos. Mesmo que o presente não seja o que você esperava e só agradecer: essa ainda é a melhor forma de valorizar o carinho de quem se dedicou a agradar!




Presentear nesse Natal

Ora, a tradição de presentear no Natal, ainda é um dos momentos esperados da data e do qual podemos desfrutar mais do que vinhamos fazendo até então.

Explico: os presentes de Natal foram se modificando ao longo do tempo até perder seu significado. De algo pensado, feito a mão e personalizado, evoluiu para itens industriais, eletrônicos e, finalmente, “lembrancinhas,” muitas, pequenas tranqueiras…

Resgate do presente afetivo – está  na hora de voltar a presentear por diversão e não por obrigação! Pense que um presente comunitário pode ser muito mais valioso (e prazeroso) do que vários individuais…

Presentes que possam ser usados para reunir a familia. Entendendo por família, claro, amigos queridos, escolhidos e pessoas que amamos, além daqueles com quem temos laços de sangue.

Cestas de gostosuras se encaixam nessa categoria. Assim como tudo o que contemple nossos sentidos, de uma forma geral –  perfumes, sachês e home spray para a casa, DVDs de shows e/ ou filmes inesquecíveis, e roupa de cama, mesa e banho…

A Casa e quem nela habita – no período entre 2020 e 2022 um assombroso número de privilegiados se deu conta de que suas casas, além de terem um teto e quatro paredes, possuiam, alma. Uma alma  feita de vários cantos com recordações, objetos decorativos, livros de receitas, acessórios de cozinha que permitem a confecção de delícias – e tantos detalhes que, descortinados a luz de sua vivência diária, revelaram-se preciosos – pelo bem estar que proporcionam.

Todo mundo sonha com um jogo de lençóis sensacional  por exemplo. Mas poucos se dão esse luxo – e acabam optando por um básico. Mas um presente desses é sucesso certo: pelo prazer unico que proporciona – simples assim.

A roupa de mesa por exemplo, pouca gente hoje se dá de presente uma bonita toalha de mesa (ou jogos de lugar americano). Se você acha estranho, faça diferente: sabe aquela peça de família antiga (sopeira, centro de mesa, vaso o que for). Presenteie com acessórios novos e/ou complementares como guardanapos especiais bordados com as iniciais (hoje é fácil, rápido e barato) personalizando as peças…O mesmo vale para porcelana de mesa, xícaras avulsas, bules e chaleiras bonitas  – que podem vir acompanhados de cafés e chás especiais.

Mantas de TV para quem mora em lugares mais frios – já reparou que essas mantas são sempre improvisadas? Ora, um conjunto com cores coordenadas combinando com a decoração do ambiente, acabam por modificar a energia do lugar – uma vez que “envolvem” em calor e conforto em quem usa…

Papo de louco? Nem tanto. Pense que estamos falando de tudo que possa ser compartilhado (ou não) para potencializar o prazer, preferência em boa companhia, claro mas, pensando bem, que melhor companhia do que a nossa própria em uma bem-vinda pausa em nossa casa – resgatada e com perspectivas renovadas? E viva a esperança e 2023!




Natal sem estresse

Muita gente sofre à toa nessa época e, convenhamos, ninguém quer atritos nessas reuniões. Há quem ame Natal, mas também os que são anti sociais, os que preferem se recolher, os que não tem família na cidade, os que tem péssimas memórias dessa época…

Ufa! Me solidarizo com todos, mas, como a maioria acaba indo a uma ou outra festa, espero que as dicas abaixo sirvam para que esses encontros de fim de ano sejam mais amenos.

A etiqueta em festas de família é a praticamente a mesma de festas na casa de amigos?

Sim, com cuidados redobrados pois, com família, tendemos a nos distrair e escorregamos. Conhecemos seus podres, vamos fazer “uma graça” que de repente não é graça. Família se ofende toa portanto é bom se ligar.

O que é proibido?  Provocar o cunhado/a ou amig/a,  reclamar do presente;beber demais… Em tempo: Aguente a sogra/sogro ou aquela tia mais lerdinha, que está exigindo mais atenção.E, principalmente, não fale de política, não entre em discussões fúteis e inúteis.

Obrigatório presente para todos os familiares? Leve presentes para o dono da casa e para as crianças da família.  Em família, siga a praxe da família –  cada caso é um caso.

Em família deve-se dividir o valor da ceia? Depende também. Em família, dá para dividir o valor ou combinar (cada um leva um prato e quem leva o que). Agora é mais fácil pedir para cada um levar um prato, deixar quentinhas preparadas para depois os familiares (se quiserem) levar de volta alguma coisa, porque sempre sobra… Ainda: uma sobremesa gostosa é sempre bem vinda e nunca é demais! Já, dividir o valor da ceia gera controvérsias, vai ter quem reclame, questione porque comprou isso que é mais caro etc. Prefira a ceia colaborativa

Como fugir de conversas desagradáveis? Fazendo o olhar de paisagem ou indo para outro canto. Mude de assunto fale: “ai não quero falar sobre isso, mas me conte sobre…” e segue nessa toada.

Dica de ouro de como passar pelo período de forma leve: o ideal é se convencer que não precisa seguir um roteiro pré-determinado, não somos obrigados a nada. Mas você tem que avisar as pessoas se você vai ou que você não vai.

Combinar antes é importantíssimo e se você não gosta dessas comemorações, você pode muito bem ficar em casa (sempre avisando antes e sem contagiar o outro).

Ok, você prefere não ir, mas tem muita gente que ama esse período por isso respeite.

E administre na hora qualquer estresse (natural nessas circunstâncias) com leveza.

É bom  lembrar que passa e que no fundo você está numa festa, está comemorando, não gastando em médico.  E que amanhã é outro dia.