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Humildade intelectual: entenda o conceito

Saber reconhecer o que não se sabe, ouvir com atenção e estar aberto a aprender são atitudes que, longe de revelar fraqueza, demonstram solidez emocional e segurança. Afinal, quem tem conhecimento de fato entende que aprender é um processo contínuo — e que ninguém detém todas as respostas.

Ambiente profissional – a humildade intelectual é uma virtude que inspira respeito. Ela se manifesta na forma como alguém conduz uma conversa, aceita um feedback ou admite um erro. E também na maneira como transmite interesse genuíno  por aprender.

Mostrar interesse – é mais do que ouvir passivamente. Olhe nos olhos, interesse-se de fato e faça perguntas – por mais que pareçam básicas, podem te abrir horizontes e todo mundo gosta de compartilha assuntos de temas afins.

Pessoas maduras não sentem necessidade de provar superioridade o tempo todo; elas compreendem que o diálogo e a escuta são instrumentos de crescimento. Essa postura não apenas torna as interações mais elegantes, como também constrói credibilidade. É mais confiável quem demonstra equilíbrio e consciência dos próprios limites do que quem insiste em ter razão a qualquer custo.

Praticar a humildade intelectual exige autoconhecimento e implica reconhecer que há múltiplas perspectivas, que o outro também tem algo a ensinar e que mudar de opinião diante de novos argumentos é sinal de inteligência — não de inconstância. Em tempos de debate raso e julgamentos apressados, essa atitude é uma forma refinada de educação: escutar com atenção, ponderar antes de responder e falar com base no respeito, não na vaidade.

Ainda, quem tem maturidade para admitir que não sabe tudo mostra que sabe o essencial: que sempre é tempo de aprender, corrigir rumos e conceitos e, principalmente, que o aprendizado nunca termina.




Arrogância e Fé

O prêmio era na área médica e, logo de cara  subiu ao palco para o discurso de abertura o DR. X – tão brilhante quanto vaidoso – que proferiu uma fala eloquente onde percebia-se uma certa arrogância.

Antes de receber o referido prêmio, fez questão de reiterar que realmente se dedicava muito a profissão, que era muito persistente e encerrou afirmando de maneira bombástica que desafiava a Deus diariamente –  pois não aceitava a morte.

Aplausos entusiasmados, com o prêmio nas mãos ele deixou o palco e a noite continuou. Até que o último homenageado –  e mais importante – o Dr Z subiu para receber sua honraria.

E o fez vagarosamente, por ser tímido e bastante idoso.  Começou seu discurso em voz baixa porém firme. E surpreendeu dizendo que não se sentia a vontade para receber aquela homenagem – pois na verdade  era apenas uma ferramenta de Deus, a quem deveriam todos lembrar e elevar uma prece, uma vez que Ele o usava como médico apenas  para conseguir seus desígnios.

E  a ele, como homem de fé,  cabia apenas obedecer e seguir a serviço da vida.

Carla conta que naquele momento a comunidade médica  se calou por um longo minuto,  em reverente silêncio, antes de explodir em um aplauso emocionado.

Duas pessoas com a mesma profissão, compartilhando a mesma homenagem e com  uma postura tão completamente diferente! ALama Michel Rimpoche, monge budista, jovem, magro, cabelos raspados, sentado na posição de seiza, medita num templo florido, usando os mantos marsala, simbolos desta religião. Está de olhos fechados. diferença entre a arrogância e a humildade baseada na fé verdadeira.