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Hospitalidade em hotéis e hospitais

O atendimento ao público passou por grandes transformações devido à globalização, diversidade cultural e novas exigências de inclusão e sustentabilidade. Para garantir um serviço de excelência, hotéis e hospitais devem adotar práticas que respeitem as normas sociais e protocolares de cada cultura, proporcionando conforto, segurança e personalização no atendimento.

De modo que, nessas situações ,é preciso ir além do conforto físico tendo aue levsr em conta vários elementos.

Diversidade cultural   fator que tem impacto direto no serviço de hospitalidade. Hotéis de redes internacionais treinam seus funcionários para lidar com hóspedes de diferentes nacionalidades, respeitando costumes e preferências. O mesmo ocorre em hospitais, onde a compreensão de restrições alimentares, horários de oração e preferências por médicos de determinado gênero são fundamentais para o bem-estar dos pacientes. A sensibilidade cultural tornou-se um requisito essencial para garantir uma experiência positiva e acolhedora.

Identidades de gênero e religião –  incluir e  demonstrar sensibilidade a diferentes identidades de gênero  também é importante. Hotéis têm adotado políticas de neutralidade de gênero e banheiros inclusivos, enquanto hospitais têm ajustado seus protocolos para oferecer um tratamento mais humanizado, respeitando a individualidade de cada paciente.

Em tempo: a hospitalidade VIP exige conhecimento em etiqueta e protocolo, principalmente ao lidar com autoridades, líderes empresariais e celebridades. O cumprimento de normas protocolares em recepções e internações garante um serviço diferenciado e respeitoso.

Sustentabilidade e ética  – pontos cruciais nesse tipo de atendimento. Hotéis estão investindo em práticas eco-friendly, como a redução do uso de plásticos e a implementação de programas de eficiência energética. Hospitais também têm adotado medidas sustentáveis, como a reciclagem de resíduos médicos e o uso de materiais biodegradáveis. Essa ética no reflete-se ainda na transparência, no respeito aos direitos dos clientes e pacientes e na adoção de políticas que minimizam impactos ambientais.

Bio segurança – a pandemia trouxe mudanças significativas nos protocolos de higiene . Hotéis implementaram check-ins sem contato e reforçaram a limpeza dos ambientes, enquanto hospitais aprimoraram seus processos de desinfecção e controle de infecções. Ainda: a etiqueta da hospitalidade também se digitalizou, com a popularização de atendimentos online e telemedicina, exigindo novos padrões de interação e comunicação virtual eficiente.

A hospitalidade contemporânea exige adaptação constante para atender um público cada vez mais diversificado e exigente. E, claro, é importante  lembrar que a palavras chaves para acolher bem em qualquer circunstância é afetividade e respeito.




Mulheres sobre o fio da navalha

Para quem ainda não ouviu falar, e segundo a OMS, esse tipo de esgotamento não é uma doença ou condição médica, mas um fator que influencia  (negativamente) nossa saúde.

Primeiramente vamos entender Burnout significa: Herbert Freudenberger definiu como um estado de exaustão causado pelo excesso de trabalho… prolongado.

Sobrou para elas – ok, desde sempre a rotina das mulheres é mais apertada do que ados homens: elas tem jornada dupla, e muitas vezes, tripla – cuidando de casa e filhos, além de trabalhar fora.

E, desde 2020 essa carga, para as que trabalham aumentou muito mais. Ora, os homens (mesmo os de países ditos “desenvolvidos” e menos machistas “ajudam em casa”, mas não arcam com toda a carga doméstica. Já elas, depois da pandemia, acumularam várias funções com o home office em tempo integral e mal tem tempo de respirar e dormir…

Ajuste demorado – após uma retomada parcial às atividades presenciais, mesmo com muitas profissionais trabalhando de forma híbrida, a situação, que teoricamente  poderia ter melhorado, não avançou muito e, em alguns aspectos, até piorou. E nesse momento, apareceu o esgotamento mental/emocional.

Além do burn-out, salário inadequado e falta de oportunidades fazem com que mulheres queiram deixar seus empregos atuais. Algumas reclamam que os benefícios do trabalho híbrido ainda não são percebidos, e assédio e microgressões aumentaram.

De acordo com Venus Kennedy, sócia e líder do Delas (programa de diversidade de gênero da Deloitte no Brasil),  no ano passado já havia insatisfação e esgotamento por parte das profissionais mulheres, como resultado de uma desigualdade de gênero que ainda existe dentro das empresas.

Fenômeno mundial – ok, não é só aqui: entre novembro de 2021 e fevereiro de 2022, a Deloitte Global realizou uma pesquisa com 5.000 mulheres em 10 países para explorar como as mulheres em todo o mundo avaliam sua satisfação geral, e motivação no local de trabalho.

Das 500 mulheres consultadas no Brasil, a ampla maioria (96%) trabalha em tempo integral. 43% estão atuando de forma híbrida, 37% de forma remota e 20% totalmente presencial.

Mais da metade (52%) das brasileiras entrevistadas têm entre 39 e 54 anos masssss…. isso não quer dizer que não exista já um batalhão de jovens mulheres estressadas e muito pessimistas em relação ao futuro e suas perspectivas profissionais.

Tem solução? Claro que sim. Mas passa por uma mudança radical em nosso comportamento e prioridades. Aliás, precisamos, definitivamente aprender a priorizar. E isso significa abusar da palavra não.

“Não vou”, “não dá tempo”, “não sei fazer”, “não  posso”, “não gosto”, “não quero”, “não enche!”, – viram quantas possibilidades uma simples palavra nos oferece? Aprender a dizer não é meio caminho andado para uma vida com maior qualidade e que atenda mais a nossos desejos e preferências. Pena que aprendi tarde, mas compartilho agora essa dica tão simples. Comece por aí – e depois me conte!