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Receitas com nome estrangeiro: brasileiríssimas de coração

Seja em um cardápio de restaurante, em um livro de culinária ou nas conversas de família, é comum pensarmos que certos nomes remetem a tradições internacionais — quando, na verdade, trata-se de criações bem brasileiras. Essa mistura de sotaques e sabores reflete não apenas a criatividade gastronômica do país, mas também o jeito irreverente de batizar pratos, ora com referências estrangeiras, ora com adaptações locais.

Pavê – embora o nome remeta ao francês, a sobremesa como conhecemos — camadas de biscoito, creme e chocolate — nasceu em São Paulo nos anos 1960.

Estrogonofe – inspirado na Rússia, mas abrasileirado com creme de leite, ketchup e a inseparável batata palha.

Bife à parmegiana – com pompa italiana, é invenção paulistana, criado por imigrantes, mas adaptado ao gosto brasileiro com molho farto, queijo derretido e a clássica dupla arroz com fritas.

Frango à passarinho, que soa exótico, mas não tem nada de estrangeiro — o nome surgiu da semelhança dos pedaços pequenos com porções de aves.

Escondidinho – apesar de parecer sofisticado, é uma invenção nacional feita com mandioca ou batata e recheios variados.

Romeu e Julieta – que poderia remeter a Shakespeare, é na verdade a mais mineira das combinações: queijo com goiabada.

Cachorro-quente – no nome herdado do hot dog americano, ganhou no Brasil uma versão única, com purê de batata, milho, ervilha, farofa e até ovo de codorna.

Sopa paraguaia – não é sopa e nem vem do Paraguai: trata-se de um bolo salgado de milho muito popular no sul do país.

Essas “confusões culinárias” revelam o quanto o Brasil adora brincar com referências, mesclar culturas e imprimir identidade em cada detalhe. São receitas que parecem estrangeiras, mas que carregam o tempero, a criatividade e a hospitalidade brasileira.

No fim das contas, pouco importa se o nome soa francês, russo ou italiano. O que realmente conta é o sabor, a memória afetiva e a história por trás de cada prato. Essas receitas “com nome gringo, mas alma brasileira” mostram que a gastronomia vai muito além da cozinha: é cultura, humor e identidade. Talvez seja justamente esse espírito inventivo que torna a culinária brasileira tão especial — sempre aberta ao novo, mas sem nunca perder o seu tempero único.

E se quer saber mais sobre esse tema e mais gastronomia de forma leva e engraçada, segue o perfil @breno.lerner no Instagram. Foi de onde me inspirei para esse texto, acredito que vão adorar as histórias dele.




Como fazer uma Massa Parafuso Deliciosa

Não sei se esse é o nome correto, mas é assim que minha mãe chama, conheça o Parafuso Delícia!

1/2 Pacote de macarrão parafuso

1/2 linguiça calabresa defumada em fatias bem fininhas

1/2 pacote de bacon em fatias (bacon, bacon, bacon…)

01 cebola picada

01 pacote de molho de tomate pronto

01 copo de requeijão

01 caixa de creme de leite

Azeite

Água fervente

Alho picado e Salsinha a gosto (no meu caso, muito alho)

Muçarela ralada (o quanto desejar)

Com todos os ingredientes à mão, vamos ao preparo.

Frite em 3 colheres de azeite, a calabresa e o bacon (imagine o cheiro bom), só não pode deixar queimar! Depois acrescente a cebola. Deixe dourar.

Agora é a hora do alho, o molho de tomate e o macarrão. Misture tudo muito bem.

Acrescente a água fervente até cobrir toda a mistura, tampe e deixe cozinhar.

Por último, coloque o requeijão e o creme de leite. Misture tudo de novo e muito bom e coloque um pouco de muçarela (não tudo!) e a salsinha.

Depois de pronto, acrescente o restante da muçarela e aproveite.

Eu garanto que é muito bom… façam e me contem depois.

 

 

 

 

 

 




OVO POLONÊS

Super fácil de fazer! Gostoso, só não é fit… mas uma vez ou outra não faz mal, né?

Calcule 1 ovo por pessoa como entrada e 3 metades caso sirva como prato.

Ingredientes

Ovos

Farinha de rosca

½ xícara de cebolinha bem picada

½ xícara de salsinha

Manteiga (quantidade para fritar)

Sal e pimenta a gosto.

Modo de fazer:

  • Cozinhar os ovos por 15 minutos e deixar esfriar;
  • Corte ao meio no sentido longitudinal, com cuidado com uma faquinha de serra sem danificar a casca;
  • Retire delicadamente o ovo da casca com uma colherinha e reserve a casca;
  • Pique bastante os ovos, tempere com sal e pimenta a gosto;
  • Em uma frigideira, refogue a cebolinha na manteiga e acrescente o ovo picado fritando bem. Retorne as cascas apertando um pouco para não descolarem facilmente.
  • Empane com a farinha de rosca e frite novamente com as metades viradas para a manteiga bem quente.
  • Polvilhe a salsinha para enfeitar e dar cor.

Opcional – pode usar, no lugar das cascas de ovo, pequenos ramequins e, se não quiser fritar, pode levar ao forno para gratinar.

 




PRATOS ESQUISITOS

Uma vasilha redonda e funda de alumínio própria para alimentos de cachorros e gatos apresenta uma feijoada com batatas fritas e pedaços de paio e linguiça

Vai de feijão direto da vasilha do cachorro?


Há comida que vem apresentada em um sapato de alumínio, pratos com os ingredientes dispostos em um skate – não há limite para o mau gosto.
São propostas tão estranhas – e algumas abertamente nojentas – que há até uma conta de Instagram criada por usuários perplexos – como esses das fotos.

Na foto da direita fatias de sanduíches em pão integral de forma estão colocadas sobre uma pia de banheiro onde o lugar da saboneteira tem encaixado, no lugar do sabonete uma mini cumbuca com molho. Na foto da direita, 3 hambúrgueres estão colocados sobre um skate acompanhados de uma porção de batatas fritas.
Agora conta pra mim: se a idéia de quem cozinha é propor momentos de prazer degustando um prato arimático e saboroso, porque raios associar essa comida a elementos repugnantes?

Um mini mictório masculino em louça branca apresenta três fatias de carne de porco grelhadas e uma porção de verduras.

Dá pra comer do mictório?