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São Paulo 472 anos e muitas histórias para contar

Em 2026, a cidade chega a mais um aniversário reafirmando aquilo que sempre foi sua marca registrada — a capacidade de acolher, misturar, transformar e seguir em frente, mesmo quando tudo parece caótico. São Paulo não é apenas um lugar: é um estado de espírito.

Todo 25 de janeiro, São Paulo celebra mais do que a própria fundação: comemora a sua vocação para o movimento, para o encontro e para a reinvenção constante.

Em 2026, a cidade chega a mais um aniversário reafirmando aquilo que sempre foi sua marca registrada — a capacidade de acolher, misturar, transformar e seguir em frente, mesmo quando tudo parece caótico. São Paulo não é apenas um lugar: é um estado de espírito.

A cidade atravessou séculos crescendo, mudando de rosto, de ritmo e de linguagem. Em 2026, São Paulo completa 472 anos carregando em suas ruas a memória de muitas épocas ao mesmo tempo. O centro histórico convive com os prédios espelhados, as cantinas tradicionais dividem espaço com restaurantes autorais, e a pressa cotidiana cruza com pequenas ilhas de pausa em parques, cafés e livrarias escondidas.

O paulistano aprende cedo que São Paulo não se entende — se vive. É a cidade onde tudo acontece ao mesmo tempo, onde diferentes culturas se encontram e onde cada bairro parece um mundo próprio. É também a cidade do trabalho intenso, dos sonhos grandes, das jornadas longas e das conquistas silenciosas. Aqui, ninguém passa ileso: São Paulo molda, desafia e, de alguma forma, ensina.

Celebrar o aniversário da cidade é reconhecer esse contraste permanente entre dureza e potência, entre concreto e afeto. É lembrar que, por trás do trânsito e dos prazos, existe uma cidade feita de pessoas, histórias, sotaques e esperanças. Uma cidade que cansa, mas também inspira. Que exige, mas oferece. Que cobra, mas devolve em oportunidades.

Em 2026, São Paulo segue sendo esse organismo vivo, imperfeito e fascinante. Uma cidade que nunca está pronta — porque sua essência é justamente estar sempre em construção. E talvez seja exatamente por isso que tanta gente chama esse lugar imenso de casa.




Parabéns pelos 471 anos de São Paulo

Fundada em 25 de janeiro de 1554, a partir de um simples colégio jesuíta, cresceu para se tornar uma das maiores metrópoles do mundo – na verdade a segunda maior. Sua trajetória reflete não apenas poder econômico, mas também imensa riqueza cultural faz do cotidiano paulistano uma experiência  única.

Para viver em São Paulo é preciso saber navegar pelos múltiplos universos que aqui coexistem em perfeita harmonia. A etiqueta paulistana, assim como a cidade, é diversa e flexível, adaptando-se a diferentes cenários sociais, culturais e profissionais.

No ambiente de negócios, por exemplo, pontualidade e profissionalismo são marcas fundamentais. Os paulistanos valorizam seu tempo, e atrasos podem ser interpretados como falta de respeito. Já nas interações sociais, a diversidade cultural pede atenção às diferenças e uma postura mais aberta. Em uma mesa de jantar, você pode encontrar tradições italianas, japonesas, árabes e brasileiras, e saber respeitar essas nuances (e muitas vezes a fusão dessas culturas) é uma lição de etiqueta essencial.

Também ensina a importância de se mover com respeito e educação em meio à correria do dia a dia. Ser gentil e cortês, mesmo em meio ao trânsito caótico ou nas filas de restaurantes e eventos, faz toda a diferença. O paulistano preza pelo respeito ao espaço público e ao próximo, e isso se reflete em pequenos gestos, como dar passagem ou agradecer em situações cotidianas.

Sampa é um exemplo de convivência entre o novo e o tradicional, o formal e o informal, sempre exigindo equilíbrio e bom senso em todas as interações. A cidade, que acolhe pessoas de todos os cantos do mundo, nos lembra que etiqueta é mais do que regras fixas: é saber adaptar o comportamento e interações a cada contexto, sempre com respeito e consideração e, principalmente, criatividade – aliás, outra marca da cidade.

Apenas em São Paulo você encontra, por exemplo, um restaurante nordestino no coração do bairro japonês, com proprietários nisseis que servem as mesas falando alto e gesticulando como italianos! E, duas casas adiante, italianos comendo kibes, ou grupos de amigos judeus com libaneses (a maior colônia de imigrantes do Brasil com mais árabes do que a população do Líbano) degustando sushis.

Caetano Veloso imortalizou a cidade com sua música “Sampa”, pois percebeu a elegância discreta de suas meninas e esquinas, e entendeu que é um lugar onde culturas se encontram, e a verdadeira elegância está em saber transitar por essa multiplicidade com empatia e urbanidade. Que seus 471 anos inspirem ainda mais respeito e harmonia em meio à diversidade!