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2026 e o que nos trará o Ano do Cavalo

Durante todo o final de 2025 houveram considerações de como esse período não foi fácil no mundo e no Brasil. Guerras que não se resolveram, escândalos, feminicídios e crimes violentos que aumentaram… Difícil mesmo. Mas não quer dizer que o “Ano Velho” não mereça algumas considerações antes de ser descartado de vez rumo ao esquecimento.

Não sou uma otimista incorrigível – apenas detesto conviver com minha porção realista tendendo para o ceticismo. Considerando que 2026 será o ano do ano do Cavalo no horóscopo Chinês, isso significa que, em contraponto ao anterior da ardilosa Serpente, esse será um ano de ação, liberdade, energia e o caminhar sempre em frente. Tomara. Mas, em 2025, tivemos sim, no coletivo ganhos consideráveis. E o coletivo importa muuuuito.

Queda da pobreza (e desigualdade) – em 2024 o Brasil registrou  segundo pesquisas do Ipea, os menores índices de pobreza dos últimos 30 anos. Segundo os números, a renda domiciliar per capita aumentou nada menos que 70%. Se pensarmos que, segundo FAO (Organização das Nações Unidas para alimentação  e agricultura) o Brasil deixou novamente o Mapa da Fome. O levantamento entre 2022 e 2024 mostra menos de 2,5% da nossa população em situação de sub alimentação. Sim, ainda temos um batalhão de pessoas em situação de insegurança alimentar – mas  os números provam que avançamos – e que isso é possível.

Questão de química – 2025 foi o ano de  atritos sérios e um tarifaço sancionado pelos  Estados Unidos da América e a mercê do humor volátil e, aparentemente  hostil do presidente Donald Trump. Algo que, se levado a cabo teria sim consequências pra lá de complicadas (e difíceis de contornar) em todos os âmbitos, mas principalmente em nossos bolsos e na qualidade de vida. Eis que em um encontro  com o Presidente Lula de poucos minutos, o Presidente Trump sente uma “boa química” e, a partir de então abre um canal para o diálogo amistoso. Aos poucos, caminha bem a negociação para reverter as sanções e a Nação inteira suspirou aliviada – afinal ninguém acha graça em brigar com cachorro grande. E viva a química…

Arte e cultura  premiadas – parece bobagem, mas o cinema brasileiro marcou presença e faturou não 1 Oscar ,mas 2. Além de outros prêmios pelo mundo. Tem valor. Um país cuja a arte e seus artistas são mundialmente reconhecidos ganha força, credibilidade e passa a ser mais e melhor apreciado. Caso esteja achando exagero, antes de encerrar o ano passado, outro filme nacional, “O Agente secreto” já foi premiado no prestigiado festival de Cannes e segue uma linda carreira internacional. Ou seja: não somos apenas um gigante com lindas praias, matas e mulheres. Ganhamos voz e conteúdo mundo afora. Não tem preço.

Copa com Eleições – adoraria dizer que ainda somos o país do futebol – mas, vamos aguardar a Copa para chegar a essa conclusão. Porém podemos afirmar que ainda somos uma democracia: com eleições marcadas para 2026 e muita água pra passar debaixo da ponte. Sei que a política não tem sido um assunto agradável ultimamente, mas podemos, em um esforço  de pensamento positivo acreditar que, nesse ano do Cavalo, equilibrado e confiável, se fizermos a nossa parte e acreditarmos com fé e otimismo, surgirá uma Terceira Via para acabar com essa odiosa  e estéril polarização.