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Top dicas para aproveitar bem um Cruzeiro

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Aqui, passagem, comida e lazer estão combinados a boa companhia e programação gratuita garantida mesmo em dias de navegação.

Mas, se você gosta de sossego é preciso saber – e usar alguns truques para viajar em um navio com mais de duas mil pessoas a bordo. Assim você não se decepciona ou estressa sem necessidade.

Não espere glamour – hoje não há nada de glamuroso em um cruzeiro como nos filmes antigos. O que existe é organização, planejamento e uma série de regras que, quanto antes você conhecer melhor.

Pouca bagagem – meeesmo! A cabine que é pequena e facilita geral! Uma mala média e uma sacola grandona para ir a piscina e usar no dia do desembarque quanto pedem que se deixe a mala fora da cabine na véspera…

 Pontualidade no Check in –   ganhe tempo e faça o check in online, mas ele só é liberado depois das 11 da manhã e encerrado rigorosamente 2 horas antes da partida!

Nome em tudo – identifique toda bagagem – ela é retida no embarque e levada para a cabine bem depois. Você não ai querer que extravie logo de cara. (Entendeu a importância da maxi sacola com você?)

Figurino versátil – leve roupas que combinem entre si, e pelo menos um modelo mais formal para uma eventual noite de gala – que na verdade só exige um vestido mais caprichado e camisa social para os homens. Nesse momento, chinelos e bermudas não rolam.

Horários e turnos – existem turnos para a comida por e você escolhe o seu de acordo com seu temperamento.

O segundo turno permite estender mais tanto os passeios matutinos quanto a programação de lazer a tarde. Já o primeiro, te libera antes para o que quiser fazer : descansar depois do almoço ou dormir mais cedo ou se preparar para a balada a noite.

imagem mostra notas de 50 reais e moedas de 1 real e 50 centavos.

All inclusive? – informe-se bem sobre o que está incluído a bordo e em que moeda. Alguns gastos podem ser em dólar e é preciso se programar.

Aproveite a cabine – as cabines são modernas e valem a pena ser usufruídas. Com crianças, a grande pedida é despachá-las para atividades e curtir um pouco de sossego na cabine – afinal há serviços, como aperitivos, jantar e drinques que podem ser levados até lá. E valem cada centavo do extra cobrado…

Evitando filas – todo cruzeiro de navio grande tem fila. No restaurante é preciso estratégia: combine com a turma: enquanto um encontra e segura um bom lugar outro fica na fila e outro ainda analisa as boas pedidas do bufê.

Para os solitários –poucos lembram da biblioteca do navio – frequentada por pouquíssimos e ideal para tomar um café tranquilamente, e ler .

Spa – sempre tem um – apesar de concorrido é um oásis silencioso que vale a pena para recarregar do agito.

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Balada, cassino e outros – a programação pode ser mais ou menos frenética. Mas para aproveitar os programas em terra, não convém extrapolar e se acabar na noite – a não ser que tenha viajado para isso…

Um dia sem passeio – sou da turma que, pelo menos um dia, prefere ficar a bordo quando todos descem para passear. Escolha um lugar onde o navio ficará mais de um dia curta a embarcação todinha para você durante um dia inteiro…

É uma experiência inesquecível – garanto que vale a pena!




10 dicas top para emagrecer 10 quilos em 7 meses

Claudia matarazzo com um vestido azul escuro vibrante está sentada em frente a uma mesa redonda com toalha branca e com seu livro "Casar sem Frescura"a vista. Um vaso com folres brancas enfeita a mesa e ela sorri para alguém que está ao seu lado. O vestido é sem mangas e ela usa um colar longo e verde escuro de sementes marrons de 3 voltas . Seu cabelo é castanho escuro e está cortado rente ao queixo.

No lançamento do Livro em Natal: já com o braço magrinho

Isso, e o fato de que nenhuma roupa mais me servia me fez comprar uma balança digital e tomar providências concretas e rigorosas. Ora, se Dilma Rousseff conseguiu perder 15  com a Dieta Ravenna eu, que não tenho o peso de todo esse poder nas costas, haveria de conseguir também!

Emagreci 10 dos 18 quilos excedentes em 7 meses. Sem nutricionista, clínica, remédio e principalmente, sem desanimar. E republico aqui esse post a pedidos de algumas leitoras.

E acreditem – o mais importante não é que você faz, mas fazer sempre!!

Mergulhei em todos os vudús emagrecedores ditos naturais, e incorporei vários em meu dia a dia – juntos!

Compartilho alguns passos desse caminho. Funcionam – mas já aviso que é preciso muita disciplina e otimismo. Veja só:

1 Diminua pela metade as porções – o ideal é, no começo , comer em pratos de sobremesa. Encheu, deu.

2 Sem fruta depois das refeições – todas as nutricionistas concordam que é melhor assim: as frutas tem mais açucar do que imaginamos, portanto, nem adianta discutir ou barganhar. Se precisar muito mesmo desse doce, substitua por uma gelatina diet. E pronto.

3 Esqueça as massas, risottos e pizza – difícil eu sei, mas vai valer a pena. E se comer, lembre, duas garfadas, ou meia a porção – e só até as 15 horas…Por falar em horário: comece a monitorar seu jantar para, com o tempo, tomar apenas uma sopa, ou mastigar uma salada crocante a noite. Nada de primeiro prato, vinho  e sobremesa.

4 Pão – só os integrais ou lights – e apenas uma porção (entenda-se fatia, não o pãozinho inteiro) e só pela manhã

5 Comer de 3 em 3 horas – fundamental. Você não morre de fome, acelera seu metabolismo, que queima mais rápido o que você comeu e consegue controlar melhor as “meias porções” na hora das refeições.

Mas atenção: esses lanchinhos se resumem a uma maçã, dois damascos sêcos, dois cubos de queijinho pasteurizado na versão light, um copo de leite semi desnatado…

6 Passe a amar ovo cozido – eles podem ser levados com casca na bolsa em viagens de avião e emergências ou mesmo degustados como almoço ou lanchinho beeeeem devagar. E, literalmente forram o estômago eliminando a fome por algumas horas.

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7 Suco verde – limonada sem acúcar e litros de água: pelo menos 2 por dia! – A Dra Kátia Haranaka, dermatologista maravilhosa , me ensinou que, o sinal de fome e sede mandado pelo cérebro é o mesmo.

De modo que, quando pensamos que estamos com fome, se tomarmos um copo de água ou chá, além de hidratar o corpo, a sensação de fome desaparece.

É a mais pura verdade: se esses sucos não emagrecem, pelo menos fazem bem para a pele, unhas e cabelos. Ok, você não suporta suco verde, principalmente com beringela. Sem problema. Tome água com meio limão espremido. Sem açucar tá???

8 Leve marmitas na bolsa e nas viagens – pode dar um pouco de trabalho mas compensa: você vai comer sem culpa e apenas o que não engorda. E, só de ter a mão essas coisas já vai sentir menos fome.

9  Pesquise sem preguiça –  há centenas de novidades saudáveis e leves – experimente novos sabores e texturas com alegria – sem saudade da macarronada tá?

Espaguete de pupunha por exemplo dá de dez no de massa – e com o mesmo molho de tomate fresco com o seu tempero preferido….

Invente saladas, use temperos mais leves (misture água ao azeite pra render e ficar menos calórico) acrescente pimentas e especiairias pra deixar mais saborosas as folhas e legumes como couve flor e chuchú…

10 Suba na balança todo santo dia – e anote quanto conseguiu perder (ou ganhar). A idéia é não deixar desandar – e controlar grama a grama. Se ganhou 100 gramas em um dia no dia seguinte terá que comer menos, controlar etc. E perder – porque acredite, a gente perde sim.

É claro que há dias – alias vários – em que o peso apenas se mantem . Isso é bom. O que não pode é ganhar. Paciência, perserverança e disciplina são fundamentais.

Quando menos esperar, terá perdido um quilo, depois outro e depois outro.Quando comecei, imaginva perder apenas 3 ou 4 – jamais que ia animar a ponto de perder 10!

Se eu, que como feito uma vaca consegui, tenho certeza que você também consegue. Vamos tentar?

 




Bhutan – O Exílio da Paz

 

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Isolamento

O país conhecido como Druk Yul (Terra do Dragão, na língua local Dzonga) é comumente descrito como a última Shangrilá.

Com um mundo cada vez mais globalizado (talvez ocidentalizado deva ser a melhor palavra para descrever nossa situação atual), onde todas as cidades parecem convergir para as mesmas marcas e estilos de vida, este pequeno país localizado na cordilheira do Himalaya resiste. Fiquei muito feliz em não ver nenhum dos conhecidos restaurantes de fast-food, outdoors das grandes marcas, entre outras tantas imagens tão comuns no Ocidente.

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Graças ao sábio governo de seus cinco reis ao longo da história, a abertura para o Ocidente e seus visitantes tem sido gradual. O país recentemente se tornou uma “Monarquia Constitucional”, onde ainda figuram o rei e rainha como cabeças do Estado, mas com poder distribuído e um Primeiro Ministro. Quando a transição para a democracia foi anunciada, o povo Butanês chorou e se desesperou, o que mostra a sabedoria de seus monarcas ao longo do tempo. Esta devoção do povo, em especial ao 4º Rei – Jigme Singye Wangchuck, pode ser vista e sentida ao longo de toda a viagem. Fotos dos reis e rainhas estão nas paredes das casas, restaurantes, hotéis, e em todos os lugares. O rei e rainha atuais não vivem num palácio ou fortaleza, mas numa pequena casa bem escondida na floresta ao lado da imponente fortaleza de Thimphu – a capital – e voam em aviões comerciais comuns. A passagem de poder e transição para uma democracia foi uma decisão do 4º rei.

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Este isolamento criou um cenário absolutamente único no mundo, que pode ser visto nas roupas, costumes, e principalmente na incrível arquitetura. E se ele não for suficiente para deixar você de queixo caído quando chegar, você ainda pode colocar algum vilarejo rural no roteiro. A pequena vila de Rukha, recentemente, depois de dois anos de preparação, abriu-se para receber turistas interessados no Butão literalmente intocado. Para se ter uma ideia, quando chegamos à vila, o responsável pelo turismo local organizou uma pequena cerimônia para nos receber com danças e canções que datam do século VIII, afinal fomos os primeiros ocidentais a visitar o lugar e se hospedar no vilarejo. Para chegar ao local são necessárias seis horas de caminhada, mas que valeram cada passo. O extremo isolamento e a hospitalidade e humildade de seus habitantes nos permitiu uma experiência absolutamente única e que nunca vou esquecer. A vila de Rukha é uma das seis vilas que tem permissão do governo para pescar um específico tipo de truta e prepará-la defumada (Nga-Dô-Tshem). Este peixe é pescado depois de sua desova no rio e é um dos pratos preferidos da realeza do país. Sempre que existe algum evento real, as pessoas desta comunidade têm bastante trabalho para suprir os “banquetes”.

por Eduardo Shimahara –

Brasileiros Viajantes




Do Pantheon ao Fortunato – a delícia está perto

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Foi o caso da salada acima. Aparentemente apenas camarões sobre rúcula e tomatinhos. Mas os tomates cereja na Itália – aliás os tomates em geral – seja pelo solo, pela água, pela forma de cultivo – nada tem a ver com os nossos tomates. São doces, saborosos, alguns chegam ser picantes…uma verdadeira aventura e jamais chegam apenas para enfeitar a salada: eles tem vida e personalidade .

 

Pode se dizer o mesmo de qualquer peixe ou pescado que os italianos fazem a perfeição. Este, coberto por sal grosso e levado ao forno, uma vez aberto de seu “cartoccio” era suavidade pura: tenro e suculento…

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E a vitela com maionese de atum e alcaparras ? – a clássica “vitel thonée “dos franceses cuja maionese chega a mesa sem vergonha de ser amarela: é que ela é batida na hora, com ovos e azeites estupendos que fazem toda a diferença na hora de saborear a carne.

Deixei para o final falar do vinho: o que quer que se peça nesse restaurante não decepciona: eles são super corretos e sempre vão indicar algo precioso – seja na versão tinto ou rosé – mas principalmente os brancos, difíceis de encontrar com bons preços nesse patamar de qualidade!

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Por essas outras, se estiver em Roma, vá ao Da Fortunato – e depois me conta!




Mulheres de Ouro – dentro e fora do esporte!

A foto mostra duas mulheres na faixa dos cinquenta anos: a direita ( Ellen Dastry) de cabelos castanhos e óculos grandes e negros veste uma blusa de manga longa branca e abraça Silvia Securato a sua esquerda, loura, de colete marrom sobre uma camisa branca e sorrindo muito segurando um exemplar do livro "Mulheres de Ouro"

Ellen Dastry ( a direita) abraça a amiga Silvia Securato

A proposta foi feita por Silvia Securato, escritora e amiga e, ela aceitou.

Os dias eram tensos: ir atrás de uma por uma dessas mulheres fantásticas e explicar que tínhamos pressa. Contatos, entrevistas, revisão, busca de fotos, montagem, diagramação, capa, contra-capa, apresentação, prefácio, agradecimentos, dedicatórias…

Mas o livro saiu: Nós, Mulheres de Ouro.

Vinte mulheres entrevistadas, as curiosidades de vários esportes desvendadas, os bastidores da vila olímpica contados.

Eis aqui o relato de Ellen – e os motivos pelos quais você vai adorar a leitura.

“Além da homenagem às atletas, aprendemos muito nesse caminho e vivemos os esportes dos Jogos Olímpicos nesses dias: maratona, corrida com barreiras, salto em distância, levantamento de peso e até o mergulho!

Porque  mergulhamos nesse fantástico mundo da alta performance e percebemos que não estávamos fazendo um livro sobre esportes ou atletas incríveis. Estávamos, sim, escrevendo sobre a vida, com o olhar de mulheres vencedoras.

Atletas dos mais diferentes esportes reclamavam da mesma coisa: ter de conviver com as dores diárias dos treinos, das contusões, do corpo sendo levado ao limite.

Ora, se conversar com qualquer mulher, ela vai reclamar da mesma coisa – de ter de aprender a lidar no dia a dia com suas dores, com a alma sendo levada ao limite.

O peso da responsabilidade, de lidar com a necessidade de cada filho, de transformar sua casa em lar e ainda ter o desejo de se realizar como profissional.

As mulheres do livro contam as barreiras de preconceitos tiveram de vencer. Como Beth do Peso que foi para sua primeira olimpíada aos 43 anos de idade. Velha para o esporte – além de mulher, negra e pobre. Pratica levantamento de peso.

Hoje treina crianças carentes em sua cidade natal. Coisa de mulher de fibra.

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Preconceito também enfrentado pelas fantásticas meninas do futebol brasileiro, que não aceita mulher em campo, mesmo elas fazendo dando um espetáculo com a bola. E vai me dizer que mulher não é boa com os pés? Olha o tamanho do salto que andamos sem tropeçar!

Além do esforço pessoal que o esporte exige, te obriga a enxergar o melhor que há em cada um de nós. Para ser um grande atleta você tem de desenvolver os principais pilares da vida –  e respeitar o adversário sempre!

Saber trabalhar em equipe. Desenvolver a capacidade de se recuperar rapidamente de uma derrota. Buscar fazer melhor todos os dias. Entre tantos outros pilares que sustentam o ser humano.

Quanto aprendizado!

Lançamos o Nós, Mulheres de Ouro dias antes de começarem os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Assistimos aos jogos com o livro nas mãos e constatamos mais uma vez pelo resultado, a enorme fibra dessas mulheres.

Mas é a todas as mulheres do Brasil e do mundo que superam limites diariamente que dedicamos esse trabalho.”

 

Ellen Dastry é jornalista, pós- graduada em marketing e escritora.

Coautora do livro Nós, Mulheres de Ouro, realizado com Silvia Securato.

 Ellen Dastry é também autora do blog www.conselhodevo.com.br