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Ler para conviver: quando ampliar o olhar é obrigatório

Vivemos entre certezas rápidas, opiniões firmes e regras prontas. É um momento em que, tanto a leitura quanto a etiqueta correm o risco de serem usadas apenas como instrumentos de confirmação: lemos para concordar (ou não), seguimos normas para parecer corretos. Mas tanto a boa leitura quanto a verdadeira elegância existem para algo maior — ampliar o olhar, refinar a percepção e questionar limites e regras para evoluir e inovar, e por fim, melhorar a forma como convivemos.

Pode até parecer papo de velho mas a verdade é  que, desde sempre a leitura – feita sem pressa, com foco e intenção – é uma das formas mais seguras e eficazes de adquirir conhecimento  e ao mesmo tempo distrair e/ou divertir a mente .Tirar o foco de problemas ou de uma realidade árida e apresentar outros mundos, hábitos, e soluções antes sequer imaginados.

O exercício da travessia – cada livro nos convida a entrar em outra realidade, outro tempo, outra forma de ver o mundo com lógica, verdades e personagens próprios. Ao escolher apenas o que nos é familiar,  o que confirma nossas ideias, perdemos a parte mais rica da experiência: o encontro com o diferente, um mergulho na diversidade que nos proporciona as mais variadas riquezas . A leitura madura exige humildade intelectual e um certo desconforto, mas é justamente isso que nos faz crescer, rever opiniões e nos tornar mais generosos nos julgamentos. Além de muito mais seguros em nossas escolhas.

Ampliando formas de elegância – durante muito tempo a pessoa  elegante  foi confundida com aquela que   conhecia e seguia protocolos à risca. Mas regras sem sensibilidade podem nos tornar corretos e, ainda assim, inadequados. O verdadeiro refinamento não está em recitar o manual, e sim em ler o ambiente: perceber quando acolher vale mais do que corrigir, quando simplificar é mais elegante do que complicar, quando o conforto do outro é mais importante que a própria performance.

Tanto na leitura quanto no convívio, o essencial é sair de si. Ampliar repertório, interpretar contextos, escolher o que constrói pontes — e não o que cria distâncias.

Ler para ampliar o olhar e agir com bom senso  (e generosidade) são expressões da mesma maturidade: escolher crescer em vez de apenas confirmar. No fim, o verdadeiro refinamento — intelectual e social — não está em ter sempre razão ou seguir todas as regras, mas em compreender melhor o mundo e agregar alegria às pessoas que vivem nele.




Entre a crítica e o samba

Minha filha é advogada, aliás, advogada da saúde e carnavalesca raiz. Por isso ficou perplexa com alguns comentários sobre o Carnaval. Vou reproduz aqui seu texto sobre:

“Como brasileira e advogada da saúde, me senti no direito de me manifestar sobre alguns comentários a respeito do carnaval…

Um deles dizia:

“Pra exigir saúde, segurança e educação isso não é feito. O problema do brasil é o brasileiro”

Primeiro: o carnaval por si só é um manifesto e quem é patriota de verdade entende isso. O carnaval é manifesto assim como o humor é resistência, muitas vezes. E esse é o espírito do Brasil.

Em que momento celebrar a nossa cultura impede alguém de cobrar seus direitos e viver com saúde? Não há violação a saúde, contanto que haja cuidado, segurança e saneamento básico.

Outra pérola:

 “Imagina esse povo todo se juntando por um país melhor”

Dizer que o brasileiro não se junta para protestar não é verdade.

O brasileiro protesta e muito. A Avenida Paulista em SP por exemplo é palco de protestos praticamente toda semana há anos.

As escolas de samba sempre homenagearam a saúde e a ciência. A campeã desse carnaval, Unidos do Viradouro conquistou seu primeiro prêmio em 1997 homenageando o Big Bang e o avanço da ciência.

A escola Unidos de Vila Maria representou os profissionais da saúde, heróis e heroínas da linha de frente da Covid 19 nem 2022.

Isso é crítica. Isso é posicionamento. Isso é resistência. E a forma como o brasileiro faz isso é linda, por meio de festa e não de guerra.

Reduzir o Carnaval a “pão e circo” (outra comparação infeliz) é ignorar a força cultural, econômica e política que ele representa.

O brasileiro não é o problema. O brasileiro é protagonista revolucionário.”

Por Valentina Matarazzo Mieli

@valentinamieli




São Paulo 472 anos e muitas histórias para contar

Em 2026, a cidade chega a mais um aniversário reafirmando aquilo que sempre foi sua marca registrada — a capacidade de acolher, misturar, transformar e seguir em frente, mesmo quando tudo parece caótico. São Paulo não é apenas um lugar: é um estado de espírito.

Todo 25 de janeiro, São Paulo celebra mais do que a própria fundação: comemora a sua vocação para o movimento, para o encontro e para a reinvenção constante.

Em 2026, a cidade chega a mais um aniversário reafirmando aquilo que sempre foi sua marca registrada — a capacidade de acolher, misturar, transformar e seguir em frente, mesmo quando tudo parece caótico. São Paulo não é apenas um lugar: é um estado de espírito.

A cidade atravessou séculos crescendo, mudando de rosto, de ritmo e de linguagem. Em 2026, São Paulo completa 472 anos carregando em suas ruas a memória de muitas épocas ao mesmo tempo. O centro histórico convive com os prédios espelhados, as cantinas tradicionais dividem espaço com restaurantes autorais, e a pressa cotidiana cruza com pequenas ilhas de pausa em parques, cafés e livrarias escondidas.

O paulistano aprende cedo que São Paulo não se entende — se vive. É a cidade onde tudo acontece ao mesmo tempo, onde diferentes culturas se encontram e onde cada bairro parece um mundo próprio. É também a cidade do trabalho intenso, dos sonhos grandes, das jornadas longas e das conquistas silenciosas. Aqui, ninguém passa ileso: São Paulo molda, desafia e, de alguma forma, ensina.

Celebrar o aniversário da cidade é reconhecer esse contraste permanente entre dureza e potência, entre concreto e afeto. É lembrar que, por trás do trânsito e dos prazos, existe uma cidade feita de pessoas, histórias, sotaques e esperanças. Uma cidade que cansa, mas também inspira. Que exige, mas oferece. Que cobra, mas devolve em oportunidades.

Em 2026, São Paulo segue sendo esse organismo vivo, imperfeito e fascinante. Uma cidade que nunca está pronta — porque sua essência é justamente estar sempre em construção. E talvez seja exatamente por isso que tanta gente chama esse lugar imenso de casa.




Relacionamento Saudável, por Valentina Matarazzo

É importante diferenciar um relacionamento que simplesmente não funciona mais de um relacionamento não saudável. Relações podem terminar por incompatibilidade, falhas de comunicação ou mudança de sentimentos. O que define a saúde da relação não é o conflito em si, mas como as pessoas se tratam e lidam com os desafios.

O principal sinal de que um relacionamento é doente é a presença de violência, reconhecida pela legislação brasileira nas formas física, psicológica, sexual e patrimonial. A violência psicológica — ou emocional — é a mais difícil de identificar, pois costuma ser silenciosa e disfarçada em controle, manipulação, humilhação ou silêncio punitivo, o que dificulta a percepção e a saída da vítima.

Uma pessoa que se relaciona de forma saudável não compromete sua saúde. Quando o parceiro provoca ansiedade, tristeza ou angústia constantes, sem assumir responsabilidade por suas atitudes, esse é um sinal claro de violência emocional.

Discussões existem em qualquer relação. Não há relacionamentos perfeitos — apenas momentos bons. O excesso de “perfeição” pode, inclusive, ser uma performance usada para manipular. O essencial é observar como o parceiro discute e como age depois do conflito. Pessoas emocionalmente saudáveis buscam compreender, reparar e evoluir. Reconhecem erros e aprendem com eles.

É preciso deixar claro:
Descarregar raiva não é discutir.
Gritar não é debater.
Explodir não é argumentar.
Silenciar não é dar espaço.

Pessoas saudáveis discutem com você, não contra você. Criam segurança, acolhem sentimentos, enfrentam problemas e constroem cumplicidade. Pessoas violentas transformam conflitos em disputas de ego, usam vulnerabilidades contra o outro e chamam desrespeito de paz. O silêncio punitivo, embora invisível, é profundamente destrutivo.

Um relacionamento saudável desafia com gentileza. Um relacionamento tóxico destrói pelo medo e pelo silêncio. Reconhecer a violência emocional é o primeiro passo para retomar a própria saúde. Buscar apoio psicológico, psiquiátrico e jurídico é fundamental. Cuidar de si não é opção, é prioridade — e quem não respeita sua saúde não é a pessoa certa para você.




Nossas férias de fim de ano

O fim do ano sempre traz consigo um convite silencioso à pausa. É tempo de encerrar ciclos, reorganizar a energia e preparar o coração para o novo que se aproxima. Com esse espírito de renovação, anunciamos que entraremos em férias entre 23 de dezembro de 2025 e 05 de janeiro de 2026. Durante esse período, nossas atividades estarão suspensas para que possamos descansar, respirar e voltar ainda mais inspirados.

Enquanto estivermos fora, desejamos que você também tenha a chance de experimentar pequenos rituais de tranquilidade: encontros que aquecem, mesas que acolhem, conversas que aproximam e momentos que ficam. As festas de fim de ano são mais bonitas quando vividas com presença, gentileza e o olhar voltado para o que realmente importa.
Agradecemos pela parceria ao longo de todo o ano e pela confiança em nosso trabalho. Que este período seja cheio de luz, afeto e boas memórias para você e sua família. Nos encontraremos novamente a partir de 06 de janeiro de 2026, renovados e prontos para continuar criando experiências especiais ao seu lado.
Boas festas e um novo ano repleto de paz, saúde e encantos!