Como usar mules e tamancos – e ainda parecer elegante

a foto mostra em close um par de pernas apenas das canelas para baixo vestindo uma calça comprida preta com franjas pretas na bainha e abaixo aparecem os pés vestindo um par de mules de salto baixo: são sapatos fechados na frente se o calcanhar abertos como tamancos. esse modelo da foto é preto e tem uma tira que passa sobre o pé e o bico bem fino.

Mas, apesar disso, as mules são muuuito confortáveis! Principalmente no verão, abertas e arejadas para usar sem meias.

Apenas é bom observar alguns detalhes que podem acrescentar elegância ao seu visual – apesar do tom despojado de quase todas elas.

Elas podem ser usadas com saias, mas nesse caso, um saltinho é aconselhável para não dar um ar de chinelinho... Mas com calças são imbatíveis no quesito conforto…

Mule não é tamanco – existe uma diferença entre a mule – cuja parte da frente é fechada como o modelo preto da abertura acima e os tamancos que, apesar do calcanhar a mostra, sem tiras, tem uma abertura na frente, como esses das fotos acima.

Em tempo: apesar de estarem na moda e funcionarem bem em fotos, para trabalhar não são aconselháveis. É que, dependendo da empresa esse modelos que fazem “plec- plec” a cada passo podem passar uma impressão errada de desmazelo, tá?

uma moça loira de óculos escuros e rabo de cavalo está vestindo uma jeans preta, camiseta branca e um mantô café com leite. Nos pés sapatos baixos tipo mules com a fivela dourada característica da grife Gucci sobre o peito do pé. A parte de trás dos sapatos é totalmente aberta deixando os calcanhares a mostra.

Veja esse modelo da Gucci: apesar da grife e do achamento impecável, parece – e é – um chinelo de inverno. Perfeito para passear em férias, mas não para o escritório.

fotoa mostra apenas as pernas de uma mulher vestindo calças jeans azul claro com os pés cruzados calçando sapatos do tipo males em camurça marrom. Tiras finas prendem e enlaçam as pernas na altura do tornozelo os sapatos que são abertos na calcanhar

Por isso, se quiser estar elegante e usando um modelo atual – além de confortável – prefira algo como esse acima: arejado e aberto atrás mas seguro por delicadas tiras para conferir mais elegância ao andar.

 




Como usar calças brancas lindamente

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Kate Middleton e Rainha Letícia da Espanha

Coco Chanel usava calças brancas como ninguém. Os marinheiros e todos os oficiais da marinha as usam sem medo nenhum – pois fazem parte de seus uniformes. Mas muita gente, induzida por um terrorismo desinformado, evita usar por achar que engorda ou que seja uma “peça perigosa” …

Esqueça os tabus – a não ser que você esteja muuuuuuuito acima do peso, vai ficar linda usando elegantes calças brancas! Basta prestar um pouco de atenção e escolher o que mais se adequa ao seu tipo físico e estilo de vida.

Como não engordar – usando um par de calças claras: use um modelo mais reto – nada de bolsos, cintura baixa e boca larga. E escolha um tecido firme (não encorpado, mas firme o suficiente para não amassar demais).

Como não marcar a celulite – nesse caso um forro leve ajuda. Se se não tiver forro, certifique-se de que não é transparente. Tecidos sintéticos tendem a marcar mais que os naturais- atente para isso.

Calcinha especial – seja esperta: escolha um modelo de calcinha em tom chocolate ou cor da pele, sem costuras e com as laterais largas! Nada de biquínis apertados, marcando a pele por baixo. Além de não ser sensual, derruba qualquer visual…

Combina com tudo! – tudo mesmo! Você pode deitar e rolar em combinações com os hits da estação, tons de verdes fortes, coral, azul vibrante, azul royal, azul clarinho…. E não briga com nada! Use com camisa para trabalhar, com regatas em dias mais esportivos, com jaquetas jeans, com casaquinhos de tricô, pashminas elegantes e lenços de seda…

E claro, com um blazer azul marinho ou uma camiseta de marinheiro simples – como usava Mademoiselle Chanel.

Como vestir os pés – para complementar suas calças brancas, você pode escolher entre tênis despojados, sapatilhas comportadas e confortáveis, sandálias sensuais de tirinhas e saltos – e até Havaianas que ninguém é de ferro.

E então? Está esperando o que pra investir nessa peça? Sim, eu disse investir: escolha um modelo bem acabado, e por mais despojada que seja, de boa qualidade – pois você vai se apaixonar e usar muito, durante toda a estação!

 




Sustentabilidade, qualidade e liberdade!!!

Os almoços de Domingo são sobre toalhas de minha avó Camilla:   italianas em linho bordado, com mais de 80 anos pois eram do seu enxoval.  Vou substituir por quê – e pôr o que? Uma vez por semana vão para a máquina e um dia vão acabar, tendo cumprido a missão…

Meu marido tem lindas gravatas de seda de meu tio avô Costabile que o presenteou com uma caixa delas (hoje já não se usa tanto, mas são lindas).

No alto verão uso camisolas de renda e seda pura do enxoval de minha mãe (mais de 60 anos) maravilhosas – que cortei e fazem sucesso usadas como regatas, à noite.

Uma seguidora me pergunto se eu não repito roupa: percebi que na verdade repito sim e muito: massss…. tenho um estilo clássico que “enfeito” e vario com acessórios desses, que herdei e guardo há décadas.

Tenho brincos e cintos de mais de 30 anos – e super atuais – da Rose Benedetti – a primeira designer de bijuterias do Brasil. Desses não desapego… Daí a impressão de que nunca repito nada.

Roupa nova é coisa do passado – o fast fashion trouxe o excesso, e a conscientização de que 10% da emissão de gás carbônico é gerado pelo mundo da moda levou a priorizar a sustentabilidade e tentar o equilíbrio de todo esse excesso.

O objetivo agora é aumentar o ciclo de vida das roupas

Na pandemia percebeu-se como a qualidade é importante. Já era um processo que vinha ocorrendo, mas foi acelerado em vários setores.

Barreiras conceituais e preconceitos em comprar roupa usada foram derrubadas. Brechós aumentaram e começam a pagar melhor pela sua roupa usada. Cultura do desapego cresceu.

Pensamento jovem – consumidores de 18 a 25 anos querem consumir marcas que tenham compromisso social, sustentabilidade, responsabilidade e transparência.  É o Lowsumerism (baixo consumo).  Há um esforço para valorizar o conserto de roupas e a durabilidade das peças.

Aluguel de peças. Paga-se uma assinatura/mensalidade e o cliente pode usar por um tempo produtos de marcas/objeto do desejo.  O cliente fica um mês com a peça (ou 3 ou 4) montando looks diferentes e depois troca por outro conjunto de itens. Várias amigas que aderiram a esse Closet virtual estão amando pois misturam com peças xodós que tem em casa e variam muito mais…

 

Exercício e Desafio – a jornalista Lilian lançou o desafio: 1 look por semana em reação ao look do dia das blogueiros. A geração Z viviam angústias enormes pois não poderiam aparecer com roupa repetidas. A geração pensava que o bom é o novo. O desafio é usar as mesmas peças por uma semana.

Comecei a pensar e não é que é divertido? Experimente: a experiência permite aprendizado e evolução. E liberta muuuuito!




Smoking Tuxedo e variações contemporâneas

Década de 70 – que anos foram esses? Anos de uma geração de jovens revolucionários, que olharam para o smoking tradicional e conservador e se perguntaram: por que não atualizar tudo e só mandar a silhueta?

E foi o que fizeram… estilo disco total!!! Gravatas-borboleta gigantes, jaquetas estampadas coloridas, lapelas imensas, camisas com babados e rendas e calças boca de sino. Não dava para continuar careta, né?

Nos anos 80 – para alívio dos mais conservadores, o smoking  com corte mais tradicional, nessa década volta com o estilo clássico.

Século XXI

Anos 2000 – foram anos malucos para a moda. Muitos trajes foram beeem mal interpretados –  e o formal quase desapareceu.

Era normal, em ambiente de trabalho, ver homens com seus ternos pretos brilhantes com a gravata combinando. Sim, as camisas coloridas começaram aqui.

Aqueles que queriam usar o traje tradicional, como o “pretinho básico” tornaram o mais simples possível.

2010 – a entrada da era de ouro do smoking. Mais e mais jovens voltaram a querer usar a gravata preta dos anos 30 e 40. E o azul meia noite, voltou absolutamente. Acho que os homens ficaram nostálgicos rsrs.

Hoje é bem fácil, com a volta do traje mais formal, encontrar um smoking que tenha o melhor caimento. É só saber procurar.




Smoking ou Tuxedo? Entenda a história e os detalhes!

Só poderia ser invenção de algum inglês: quem nos apresentou essa peça foi o príncipe Eduardo VII, da Inglaterra como uma alternativa ao casaco formal. A “Jaqueta de jantar”, como ficou conhecida na época, era algo que o príncipe podia usar na sala de jantar e nos ambientes informais.

A princípio, a “jaqueta” era preta, com gola xale (corte arredondado) e acompanhava acessórios brancos.

Século XX – provavelmente a jaqueta de jantar veio para a América através do Sr. James Brown Potter e sua esposa Cor: depois que estiveram na Grã Bretanha e foram apresentados ao príncipe Eduardo VII, ele o  usou no Autumn Ball (em um clube de campo privado em Tuxedo Park, Nova York). A forma como ele se espalhou pelo restante do país é um grande mistério e cheio de folclore. A jaqueta já tinha crescido e era aceitável em reuniões formais. Agora ele se mostrava com acessórios pretos e com lapela pontuda.

Durante a I Guerra Mundial, o smoking teve uma queda em seu uso, mas na década de 30, ele voltou com tudo. Era um importante traje de noite – inclusive com  gravata branca, usado sempre em eventos especiais.

A variante – depois de ir do preto para o azul meia noite, agora a jaqueta de smoking branca (com calça preta) tornou-se uma alternativa ok…

Anos 40 – o smoking se tornou uma raridade, como se fosse a exceção em vez da regra. Os homens usavam ternos em vez de smoking quando saíam à noite.

Anos 50 –  ele está de volta e com algumas mudanças. Tecidos de poliéster, padrões e designs de camisa mais complexos (incluindo os primeiros babados) e uma jaqueta mais curta e mais justa.

Sumiu o laço branco (John F. Kennedy foi o último presidente a usar gravata branca em um baile de inauguração) e o preto era moda nas estreias de filmes, eventos da alta sociedade e até casamentos.

Cores variadas começaram a aparecer no black-tie nessa época, porém pouquíssimas pessoas aderiram a “moda”.

Paramos por aqui neste post. Gostaram? Tem mais um pouco dessa história,  que continuamos em breve mostrando os contemporâneos!