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OS HOMENS E A CRISE DA MEIA IDADE

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crise
por:  Virginia Pinheiro

Entretanto, parece que as mulheres enfrentam essa crise de uma forma diferente, não se desestruturam tanto quanto eles, procuram novas formas de viver achando em cursos, hobbies, viagens, netos, amigas, família etc.,  novos incentivos estimulantes que as ajudam a elaborar e curtir essa fase.

Já muitos homens encontram uma grande dificuldade para transpor essa etapa de vida. A crise da meia idade masculina surge em torno dos 40 a 55 anos, variando de indivíduo para indivíduo, e se caracteriza como uma fase dolorosa na qual o homem é levado a avaliar a sua vida como um todo: profissional, afetiva, social e existencial. Juntamente com esse olhar vem a percepção clara de que o tempo passou, que mais da metade da vida se foi e que a finitude é um fato inquestionável.

É a constatação evidente de que “deixamos de crescer e começamos a envelhecer”. Também nesse momento da vida o homem se depara com os sinais evidentes da passagem do tempo: rugas, cabelos ficando grisalhos, perda do vigor físico e, para alguns, somam-se os sintomas da andropausa (que tem seu início em torno dos 50 anos) como insônia, diminuição da vitalidade, acúmulo de gordura na região abdominal, mudanças de humor, diminuição da libido, entre outros.

 

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É nesse momento dramático que pode surgir a indagação: O que eu fiz da minha vida?  Vivi somente para a minha família, mas agora eu quero viver para mim e fazer tudo o que sempre quis fazer! Ao se deparar com a transitoriedade do tempo e a finitude da vida, o homem se desestrutura e tenta desesperadamente paralisar o tempo e voltar ao passado em busca sua juventude. É nesse momento que a família, principalmente a sua mulher, deixa de reconhecer o homem com quem viveu por longos anos. Esse espanto surge quando, de repente, o marido chega em casa anunciando que se matriculou no curso de paraquedismo, que vai fazer bungee jump porque precisa de emoção, de adrenalina.

 

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Observe que ele gasta muito tempo cuidando da aparência, que passou a frequentar a academia 5 vezes por semana e olha o seu próprio reflexo em todos os espelhos e vitrines que encontra, encolhe a barriga e examina detalhadamente seu próprio rosto.

BXK12621_harley-davidson-10800Também pode ser que um dia, quando chegar em casa, ela dê de cara com uma enorme moto Harley-Davidson estacionada na garagem, ou que encontre ingressos para um show de rock pesado que vai acontecer num grande estádio de futebol.

Esses, entre outros sintomas, apontam para o centro da dolorosa crise de meia idade pela qual o homem está passando e a solução, obviamente, não é tentar resgatar a juventude e nem tampouco congelar o tempo; é preciso que ele procure encontrar outros significados para a vida e para si mesmo, e  criatividade é a palavra-chave.

 

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Conheço homens que nessa fase encontraram novos hobbies, novos estímulos que os fizeram se sentir vivos, aprendendo, ensinando e se transformando. Não tenha medo! Essa crise, se superada, leva à fase de integração e de luminosa maturidade masculina, acredite!

 

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14 Comentários

  • Responder
    Claydson
    27/10/2016 as 20:32

    Estou com 38 anos e de fato muitos itens se adequam aa minha realidade, menos a diminuição da libdo, kkkkk
    Comecei a pensar sobre essa possibilidade durante esta última semana. E lendo esta matéria, me despertou.
    O que sinto que mais me atrapalha é que não consigome concentrar em algo até concluí lo e com relação à libdo, fico procurando minha esposa a todo momento, e percebo que isso a deixa constrangida. Estamos juntos a 16 anos, mas casados a 6 anos, com duas filhas (6 e 2 anos )
    Como diminuir o impacto desta fase?

    • Claudia Matarazzo
      Responder
      Claudia Matarazzo
      31/10/2016 as 15:12

      Claydson, realmente isso é muito pessoal né? conversar, com jeitinho , com carinho com tempo é sempre o melhor caminho!
      Um beijão

  • Responder
    Rogerio
    23/05/2018 as 14:38

    Olá Cláudia, bela matéria. Recomenda alguma leitura específica sobre o assunto ?

    • Claudia Matarazzo
      Responder
      Claudia Matarazzo
      17/06/2018 as 10:41

      Rogério, nenhuma muito específica, mas tem um autor o Luiz Cuschnir que talvez tenha algo sobre isso – ele fala muito sobre o universo masculino e de forma bem didática!
      Um beijo

  • Responder
    Ana Cristina
    03/07/2018 as 21:09

    Boa noite Cláudia,estou vivendo essa transição com meu marido ele tem 46 anos e anda agindo como um adolescente sem ter que dar satisfação a ninguém.Como faço pra me ajudar a passar por esse fase dele?

    • Claudia Matarazzo
      Responder
      Claudia Matarazzo
      29/08/2018 as 17:27

      Oi Ana Cristina,

      Difícil mesmo, mas é como disse pra Carolina, todo mundo precisa de espaço… Dando espaço para o outro, nos decorridos também com mais tempo livre e podendo realizar outras coisas… Que podemos de repente compartilhar como novidade com o ouro. Ou não… Mas o importante e conversar e deixar “livre” a outra pessoa precisa sentir que tem escolhas. E a gente também, claro! Um beijo grande

  • Responder
    Eliane
    01/08/2018 as 11:04

    Bem pior que aguentar essa fase do homem, é não ter um ao nosso lado

  • Responder
    Carolina
    14/08/2018 as 19:11

    Oi Cláudia, meu marido encontra-se em crise, disse que quer liberdade, não quer mais dar satisfação do que faz pra ninguém, que quer se separar pois não me ama mais. Ele tem 42 anos e só quer andar com galera de 20 anos. São 18 anos de casados e 2 filhos, graças a Deus vivemos bem até alguns meses atras, mas está bem complicado pra mim, pois ele sempre foi caseiro e companheiro e agora quer ficar na rua. Como devo agir??

    • Claudia Matarazzo
      Responder
      Claudia Matarazzo
      29/08/2018 as 17:23

      Nossa Carolina, não é minha especialidade mas vou tentar te ajudar…

      Antes de mais nada tente se recompor e pensar que é passageiro ( porque muitas vezes é…)Se conseguir, tente dar o saldo ” espaço ” que eles muitas vezes precisam e, mesmo não sendo fácil, tente usar o tempo para fazer algo por você, sem remoer raiva ou rancor… Quanto a se separar… e você o que pensar disso? Se permitiu pensar pelo menos no assunto? Apenas pensar que pode não ser o fim do mundo? Claro que de fora é muito difícil dar conselho, estou apenas tentando te fazer ver outros ângulos da questão.

      Antes de qualquer atitude drástica, diga o que vc sente ( se quiser continuar junto diga sem reserva, mas também sem cobrar, tentando dar o espaço ). Sei por experiencia que pode ser uma fase e passa..
      Finalmente, quando me pergunta como deve agir, te digo como eu faria mas é muito pessoal: tentaria primeiro conversar sem cobrar mas falando abertamente. E com calma. E depois me colocaria no sentido de afirmar o que quero ajudar nesse momento difícil, mas também preciso ( sem abrir mão) de respeito e cosndieração…
      Enfim, mostrar a ele que vc é solidária mas firme. Amnorosa mas independente também. Principalmente independente…

      Um beijo com carinho e boa sorte
      Claudia

  • Responder
    Jean Janardi
    30/12/2018 as 04:19

    Tenho 43 a pior sensação é o da morte , e das coisas que deixei de fazer e hoje sem a juventude não posso

    • Claudia Matarazzo
      Responder
      Claudia Matarazzo
      12/01/2019 as 17:52

      Jean você ainda é muuuuito moço! acredite. Tenho 60 ( assusta) e tenho saudade dos 40…. Mas vc tem razão pensar em não conseguir fazer uma coisa por impossibilidade física angustia…
      Um beijo e ótimo 2019

  • Responder
    Paulo
    16/03/2019 as 10:57

    Tenho 39 anos e penso que estou começando a passar por essas coisas.. Vê meu cabelo ficando branco me deixa tenso ao perceber que estou envelhecendo. Como lido com isso?No entanto o resto ainda não me afetou só a aparência dos cabelos anda me incomodando recentemente.

  • Responder
    Karloz
    23/03/2019 as 01:08

    Eu estou em plenos 41 anos, e também tive essas indagações da minha própria situação na qual me levou para uma depressão. Mas não foi essa tal “criatividade que me tirou dela”. No caso, esses “tratamentos” que vemos por aí á respeito disso apenas tentam ensinar uma forma de “mascarar” o fato da gente estar socialmente velho, com um ponto de vista mais individualista. A gente sai nas ruas e a maior parte das pessoas que a gente vê são jovens, curtindo a vida, fazendo muitas experiências e aventuras nas quais nem todas as pessoas tiveram em suas respectivas juventudes, e a sociedade nos moldou de uma forma para seguirmos nossas vidas padronizadas para que ela preparou pra gente… e esse “livrio arbítrio” só existe individualmente. Socialmente seremos julgados, condenados e banidos sem chances de apelação. A gente não pode querer sair para curtir um show, o texto aqui mesmo menciona isso, a gente tem o pseudo “livrio arbítrio” para irmos, mas seremos julgados pelas pessoas que tem a dedução social de que os “tiosões” teriam que ficar tranquilos em casa, descansando, conversando com suas respectivas esposas sobre pagar as contas de casa. Primeiramente é a sociedade que nos faz isso, incluindo familiares. A “criatividade” que mencionam para os mais velhos são coisas mais “técnicas”… como aprender a fazer artesanato, cozinhar, aprender um hobbie novo… e essas bobagens.
    Alguns dizem que sou negativista, mas desafio alguém a me dizer se não tenho razão e algum ponto que deixei aqui…

    Obrigado!!!

  • Responder
    Rinaldo
    26/01/2020 as 14:42

    Estou vivendo tudo isso, coisa de louco. Minha vida está terrível, abuso de tudo até das pessoas que amo e me amam.
    Vontade de sair pelo mundo a fora. Meu casamento está por um fio.
    Rinaldo

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