Visual conta sim – e determina a sintonia

 

Acredite: uma produção bem acabada, em harmonia com o contexto em que você trabalha ou da empresa que está visitando faz as coisas fluírem melhor.
Por exemplo, se estiver visitando alguém ligado a área do agronegócio talvez seja o caso de dar uma aliviada na formalidade. E o mesmo, de forma inversa, vale para setores mais formais como o jurídico ou financeiro.
Mas calma! Não é o caso de incorporar uma fantasia do estereótipo visual de determinadas profissões. Em visita a empresas mais informais não precisa usar tênis de 3 andares e 24 rodinhas – em geral, apenas o fato de estar sem gravata já sinaliza sintonia.


Na prática – o desafio é equilibrar uma aparência composta com toques de informalidade.
O truque é se basear em uma referência mais universal de elegância. Assim: evite usar itens dos últimos “gritos da moda” justamente por não serem amplamente testados – e muito menos aprovados.
Mulheres podem evitar as maxi bolsas brilhantes ou de couro de bichos (ainda que, falsas e ecologicamente corretas).


Homens também não devem extrapolar com mochilas extra grandes ou cheias (principalmente na hora de apoiar sobre o delicado mobiliário do escritório visitado.


Ok, esses são só exemplos. O que conta mesmo é a atitude: que dever ser antenada, atenta, suave e firme. Parece contra senso? Não mesmo. Tente exercitar e comprove que quando conseguimos isso o resultado se traduz em sucesso nas relações – profissionais e pessoais.




Vou virada na cor ou que cor vou na Virada?

2020 está aí e aquela agonia de decidir a roupa da festa da virada já está presente.

Paz, sorte, amor, dinheiro, saúde. A tradição popular criou uma série de descrições e significados para cada uma das cores.

Branco – tradicional e clássico. Use se quiser um ano mais iluminado e cheio de experiências místicas que trazem paz de espírito. Purifica as energias antigas e abre o corpo e a mente para as novidades.

Verde – simboliza sorte e equilíbrio, além do desejo por uma saúde melhor. Representa as energias da natureza, da vida, esperança e perseverança. Por isso, é uma ótima escolha para um 2020 com equilíbrio emocional e espiritual.

Azul – atrai tranquilidade e serenidade para as pessoas agitadas e aflitas. Se você busca uma cor que traz segurança, calmaria e também criatividade, use e abuse dessa cor.

Lilás – traz serenidade e desperta a intensidade da elevação espiritual.  É a cor da alquimia e da magia. Ela é vista como a cor da energia cósmica e da inspiração espiritual.

Roxo – simboliza transformação e mudanças. Ideal para quem quer um 2020 cheio de boas mudanças e muita alegria no coração. O roxo ainda simboliza respeito e dignidade.

Rosa – é a cor do amor-próprio. Se quiser aumentar sua autoestima, aposte nessa cor que vai te ajudar a se amar mais. A cor ainda representa romance, sensualidade e beleza feminina.

Vermelho –  força de vontade, energia e coragem, além de ser o símbolo da paixão e do sentimento, simbolizando o amor e o desejo. Mas cuidado, pois também pode carregar uma boa dose de sentimentos intensos como a raiva e o ódio.

Laranja – vitalidade, além de ser uma cor quente e atraente. O laranja também é a cor do calor afetivo, da intimidade, expressando energia e desejo.

Prateado – ideal para quem quer fazer tudo diferente no ano que chega. Expressa sucesso, qualidade e distinção, principalmente junto ao preto.

Dourado – luxo e sucesso. Combine essa cor com alguma outra, como o branco, ou use em acessórios, já que dourado dos pés à cabeça pode ser um pouco demais.

Amarelo – alegria, inteligência e capacidade de aprender. Também é a cor para quem quer ser feliz, pois expressa leveza, descontração, otimismo. É para valorizar a amizade e o calor humano no Ano Novo. Além, é claro, de estar relacionado à riqueza e ao dinheiro.

Amo cores, principalmente rosa… mas esse ano acho que vou de roxo ou lilás. E vocês, já escolheram suas cores para a virada? Me contem!!!

 




Subindo no salto por decreto…

 

Pode ser apenas por uma questão de dress code da empresa ou mesmo porque é o que seu chefe esperaria…
Submissão ou sabedoria? De verdade, não sei. Muitas de nós estamos culturalmente tão habituadas a esse incômodo que, sequer o percebemos.

Mas há quem se incomode, que não consiga usar e quem não goste e não se identifique com eles – e portanto, sofre com saltos altos e finos em sapatos de plataformas impossíveis com bicos estreitos e desconfortáveis…

Esse debate foi ressuscitado quando Yumi Ishikawa, escritora japonesa, enviou uma petição ao Ministério do Trabalho de seu país solicitando a proibição da exigência do uso de sapatos de salto alto pelos empregadores.
Seus esforços foram reforçados por uma hashtag inteligente: #KuToo, um trocadilho com as palavras japonesas para sapato (kutsu ) e dor (kutsuu). Na última contagem, a petição acumulava mais de 23.000 assinaturas.

Mas nada é tão fácil: o Ministro do Trabalho e da Saúde já respondeu defendendo os locais de trabalho que exigem que as mulheres usem salto alto, descrevendo a prática como “necessária e apropriada”.
O fato é que saltos altos são vistos como o equivalente feminino à gravata do empresário: usados em um ambiente de negócios, enviam uma mensagem de formalidade e profissionalismo.
Ok, se os homens são frequentemente obrigados a usar paletó e gravata, o que há de errado com um equivalente feminino?
Há que, nenhum item de roupas masculinas provoca tanto prejuízo aos movimentos ou dor física!
Sem exagero: os saltos altos se encaixam em uma longa história de repressão física das mulheres e sofrimento ordenado.

Ora, se usar saltos altos no trabalho fosse apenas aumentar a altura, mais pessoas usariam plataformas pois os homens, também se beneficiam profissionalmente por parecerem mais altos.
Mas não usam, porque os saltos altos são uma maneira de comunicar feminilidade. E foram considerados uma parte tão vital do vestuário profissional feminino nas décadas de 1970 e 1980, porque o próprio ato de ter um emprego e buscar sucesso e poder era visto como masculino.
Terceiro milênio – se em pleno século XXI ainda temos que nos submeter a usar algo que nos tortura aos poucos para merecer respeito profissional, é porque o “empoderamento” das mulheres ainda tem muito a conquistar… Pensem nisso e #KuTo0!




Moda sustentável – como é isso?

 

De modo geral, quase um quinto das roupas acaba em um incinerador ou aterro sanitário apenas  um ano após a fabricação!

Não é à toa que a chamada “moda sustentável” está surgindo nos sites de varejo de Boohoo à Bloomingdale’s e está em expansão: o site de pesquisa de moda Lyst registrou um aumento de 47% em compradores procurando itens por meio de “algodão orgânico” e “couro vegano” no ano passado, enquanto procuram ainda por marcas de calçados sustentáveis.

Outra coisa que está chamando a atenção são as marcas de roupas de banho que usam tecido reciclado pós-consumo.

Davy J tem maiôs para nadadores selvagens e esportivos. Ruby Moon oferece “maiõs para ativistas”. Fisch é abastecido em fósforos. O que elas têm em comum? A Econyl, uma fibra de nylon reciclada que o fabricante italiano, Giulio Bonazzi, afirma ser “infinitamente reciclável”.

Como funciona?Uma média de 64.000 toneladas de redes de pesca são deixadas no oceano a cada ano, e esses foram os primeiros itens de náilon que a empresa de Bonazzi coletou para reciclagem. A empresa agora tem mais de 750 clientes de moda e “a demanda está crescendo fortemente dia a dia”, diz Bonazzi.

“As empresas mais jovens precisam liderar em sustentabilidade”, diz Shafiq Hassan, co-fundador da  Ninety Percent, que vende camisetas de algodão orgânico bem cortadas, vestidos de capuz tie-dye, saias assimétricas e roupas de lazer.

Matthew Needham acredita que a sustentabilidade “deve ser inerente ao processo de design para todos”. Ele encontra materiais de luxo antes de ir para a incineração. E vasculha mercados, as ruas e às vezes seu próprio estúdio. Depois que um carrinho de compras sem dono aparente ficou na rua por duas semanas, ele transformou-o em uma capa de chuva. Um plástico parecido com um laço encontrado em uma praia na Noruega tornou-se uma saia.  “Eu gosto da ideia de considerar o valor da criatividade. Não o valor na coisa material em si, mas o valor na criatividade. Isso é luxo”, diz ele.

Apostar e priorizar produtos recicláveis é um gesto de cuidado e carinho com a natureza e com o planeta! Vocês não acham? A maior parte da população ainda não sabe de todos os inconvenientes que envolvem a indústria da moda, por isso, é tão importante dialogar, incentivar e disseminar novas alternativas para promover a moda sustentável. Então vamos lá; pelo menos começar a procurar, perceber, encontrar, testar,  até incorporar …  e passar a fazer parte da porção mais consciente de pessoas do planeta.. Bora?




Como fazer ou conhecer as Joias sustentáveis

Em tempos de conscientização ambiental, é necessário repensar estratégias e lógicas de mercado que já estão em prática.

Para ser considerada uma verdadeira joia, a peça deve ser feita de acordo com as características da joalheria e com pedras e metais preciosos. Só que, a busca por esses materiais nem sempre é politicamente correta e por isso esse conceito já mudou! Então, um novo segmento vem ganhando força na joalheria: as joias sustentáveis.

Na última edição do Festival de Cannes, esse foi um assunto muito  comentado, pois entre milhares de atrizes e modelos, que literalmente brilham com joias e belos vestidos, Penélope Cruz se destacou exibindo joias lindas assinadas por ela em parceria com a Swarovski.

Ouro ético –  esse é o metal vindo da mineração responsável, que não traz males aos trabalhadores envolvidos na mineração, nem à comunidade que mora por perto, nem ao meio ambiente. Chopard, conceituada joalheria Suíça, trabalha com isso desde 2013.

Metais reciclados – essa é uma possibilidade, pois assim como outros metais, os nobres também podem ser reciclados e re-significados em novas joias maravilhosas.

Produzidas em laboratório – isso se dá a partir da criação de uma nova gema através dos mesmos materiais químicos de uma pedra preciosa. Leva muito menos tempo de fabricação do que na natureza.

Outro conceito legal é a desconstrução do pensamento de joia. Por que não usar peças feitas de couro ecológico, pelúcia, seda e resina…? Embora suas composições não sejam feitas a partir de metais nobres ou pedras preciosas, podem ser consideradas joias por serem peças repletas de conceitos. O que acham?