Como fazer ou conhecer as Joias sustentáveis

Em tempos de conscientização ambiental, é necessário repensar estratégias e lógicas de mercado que já estão em prática.

Para ser considerada uma verdadeira joia, a peça deve ser feita de acordo com as características da joalheria e com pedras e metais preciosos. Só que, a busca por esses materiais nem sempre é politicamente correta e por isso esse conceito já mudou! Então, um novo segmento vem ganhando força na joalheria: as joias sustentáveis.

Na última edição do Festival de Cannes, esse foi um assunto muito  comentado, pois entre milhares de atrizes e modelos, que literalmente brilham com joias e belos vestidos, Penélope Cruz se destacou exibindo joias lindas assinadas por ela em parceria com a Swarovski.

Ouro ético –  esse é o metal vindo da mineração responsável, que não traz males aos trabalhadores envolvidos na mineração, nem à comunidade que mora por perto, nem ao meio ambiente. Chopard, conceituada joalheria Suíça, trabalha com isso desde 2013.

Metais reciclados – essa é uma possibilidade, pois assim como outros metais, os nobres também podem ser reciclados e re-significados em novas joias maravilhosas.

Produzidas em laboratório – isso se dá a partir da criação de uma nova gema através dos mesmos materiais químicos de uma pedra preciosa. Leva muito menos tempo de fabricação do que na natureza.

Outro conceito legal é a desconstrução do pensamento de joia. Por que não usar peças feitas de couro ecológico, pelúcia, seda e resina…? Embora suas composições não sejam feitas a partir de metais nobres ou pedras preciosas, podem ser consideradas joias por serem peças repletas de conceitos. O que acham?




Subindo no salto por decreto…

Essa afirmação é de ninguém menos que o ministro do trabalho do Japão.

Enquanto muitas mulheres usam saltos altos por diversão e auto expressão, outras os usam por causa dos padrões da indústria, por uma questão de dress codeda empresa e porque é o que seu chefe esperaria …

Submissão ou sabedoria?De verdade, não sei. Pode simplesmente ser um caso de estarmos culturalmente tão habituadas a esse incômodo que, sequer o percebemos.

Mas há quem se incomode, que não consiga usar e quem não goste e não se identifique com eles – e portanto, sofra com saltos altos e finos em sapatos de plataformas impossíveis com bicos finos e desconfortáveis…

Esse debate foi ressuscitado nesta semana, quando Yumi Ishikawa, escritora japonesa, enviou uma petição ao Ministério do Trabalho de seu país solicitando a proibição da exigência do uso de sapatos de salto alto pelos empregadores.

Seus esforços foram reforçados por uma hashtag inteligente: #KuToo, um trocadilho com as palavras japonesas para sapato (kutsu ) e dor (kutsuu). Na última contagem, a petição acumulava mais de 23.000 assinaturas.

Mas nada é tão fácil: o Ministro do Trabalho e da Saúde já respondeu defendendo os locais de trabalho que exigem que as mulheres usem salto alto, descrevendo a prática como “necessária e apropriada”. E ponto final.

ao fundo um sofá de cor creme, tem uma mulher sentada , ela usa saia, cor preta e está descalça. Em primeiro plano os dois sapatos com salto alto , cor preta, e fivela aberta.

Os saltos altos são vistos como o equivalente feminino à gravata do empresário. Ok, se os homens são frequentemente obrigados a usar paletó e gravata, o que há de errado com um equivalente feminino? Há que  nenhum item de roupas masculinas provoca tanto prejuízo aos movimentos ou dor física.

Ora, os saltos altos têm sido um componente-chave do poder feminino há décadas… O bestseller Dress for Success,dos anos 1970, alertou as mulheres americanas a nunca irem sem seus preciosos pisantes de salto alto se quisessem ser levadas a sério no local de trabalho.

Se usar saltos altos no local de trabalho fosse apenas aumentar a altura, mais pessoas usariam plataformas pois os homens, também se beneficiam profissionalmente por parecerem mais altos.

Se em pleno século XXI ainda temos que nos submeter a usar algo que nos tortura aos poucos para merecer respeito profissional, é porque o “empoderamento” das mulheres ainda tem muito a conquistar…Pensem nisso e #KuToo !!




Trajes reais: nem sempre a prova do clima.

Escolher uma roupa não é fácil, ainda mais mulher. Se for da família real, deve ser sempre  mais difícil, pois o número de fotógrafos e fãs é um pesadelo para quem gosta de uma certa privacidade. Sem falar que  a probabilidade de ter uma foto espalhar ao mundo em um momento de mico é fato.

Vocês ja devem ter notado que os modelos usados pela a Rainha Elizabeth II, sempre incluem um casaco pesado não é ? O primeiro motivo é o frio e o segundo, mais provável é que ele não irá voar pelos ares. Mas nossa eterna Rainha Elizabeth II jamais  foi pega em uma cena como as abaixo. De fato sua compostura em eventos públicos nunca deixa de me espantar. Já as princesas, ou melhor as mais moças, ainda inocentes nesse quesito, ainda erram.

 

 

O uso do chapéu na Inglaterra tem um charme todo especial. Daí que a escolha é super cuidadosa. Mas como prende-lo firmemente deveria fazer parte do pacote, pois ter um chapéu voando numa cerimônia de extrema importância, pode ser a foto do dia. E óbvio, será imediatamente colocado nas redes sociais e sites de notícias.

Não deve ser nada fácil ver essa imagem sendo divulgada nas mídias: chovia torrencialmente e a ilustre convidada do casamento real levantou as saias rapidamente no trajeto até a festa. Calculou mal e além de quebrar toda essa cena real de casamento, com pompa e circunstância – a imagem será lembrado para sempre, pelo menos entre os presentes.

Tudo tem uma primeira vez e o Rei Harald VI da Noruega, passou por esse mico: pisou na ponta do delicado vestido de  gala de sua esposa Rainha Sonja da Noruega. Difícil deve ter sido ela continuar com a cara boa, mas, princesas e rainhas tem um treino especial para driblar esse tipo de coisa….

Nesse caso não foi o vestido mas a falta de equilíbrio do Rei Juan Carlos numa cerimônia oficial, onde a Rainha Sofia tentou ajudá-lo e quase deixou cair a bolsa. Foi salva pelo sempre  atento o Príncipe Herdeiro Felipe (ainda não coroado na época), que socorreu a mãe prontamente.

Mas uma vez a Duquesa de Cambridge, Kate Middleton, passou apuro nesse evento, que seria lembrado, festejado por sua presença, mas o famoso ventinho soprou e novamente gerou uma imagem que viralizou nas mídias sociais, onde tudo é prontamente postado, gerando notícia.

 

Ok, não é fácil e aos poucos elas vão aprendendo que precisam ficar atentas aos milhares de olhos, pois hoje, todos são fotógrafos, carregam em suas mãos uma armadilha em potencial: um smartphone que registra tudo de bom ou ruim que possa acontecer…

 




Como fazer para evitar o visual de coitadinha

E, acredite, há alguns itens que acabam por enfatizar esse look sem que você perceba…

Roupa preta puída – ou com bolinhas e pelos. Se quiser usar preto assegure-se de  que não seja “básica” senão pode acabar com aparência “cansada”. E principalmente confira sempre se não está com bolinhas, linhas ou pelo que traduzem desmazelo e pouco caso.

Bolsão – as maxi bolsas perderam espaço para bolsas médias e estruturadas. Nada de bolsas imensas como sacos de couro estufados e, se escolher usar uma dessas, atenção para quem a alça não seja longa a tiracolo – o que pode dar uma impressão de que está carregando um fardo nos ombros…

Sacolinhas plásticas – nem precisa ser as de supermercado… Muita gente improvisa e, em emergências, usa sacolinhas como bolsa auxiliar. Beleza. Se precisar de uma extra, tenha sempre a mão sacolas recicláveis a postos. Pode ser em tecido, material reciclado o que for… Mas as  plástico molinhas e vilãs não rola…

Capinha de celular suja ou maltratada – a gente não percebe mas as capinhas, dependendo do material podem escurecer, amarelar (como o silicone) encardir, riscar…

Sapatos do tipo Chinelo – não estou falando das  “legítimas” – que ganharam o mundo e  continuam alta. Mas chinelos  de tiras que se arrastam, super confortáveis claro, mas não ajudam em nada para um visual bem acabado. Sim, o momento é de descontração e informalidade mas, se a ocasião  é profissional, é bom lembrar que esse tipo de chinelo tem hora e lugar…

Está achando esse papo é fútil e raso?  Pode até ser… Mas, assim como hoje todas as especialistas em moda insistem que óculos escuros grandes e chapéu Panamá conferem um ar de rica e poderosa as mulheres, determinados itens podem sim “enfraquecer” a imagem de qualquer um…

Se não concorda com esses itens, pense em outros mas se ligue e não acredite nesse papo de “total informalidade e desconstrução” da moda…




Por que respeitar as Tradições?

Presidente Barack Obama , vestindo terno escuro, em visita a Casa Imperial do Japão, ele é recebido honrosamente pelo Imperador Akihito do Japão e a Imperatriz Mitiko, onde Presidente Obama faz a reverência tradicional japonesa, curvando-se noventa graus o seu tronco. E o Imperador vestindo terno jaquetão preto , camisa branca e gravata preta, oferece a mão para o cumprimento tradicional ocidental.

Não importa se estamos falando de tradições culinárias como o prato preferido da infância, das festivas quando as lembranças se misturam a sensação de júbilo ou fé, ou simplesmente da forma como as pessoas se cumprimentam e se vestem.

Acredite: tais detalhes importam mais do que parece. Por isso, ao mostrar que você não apenas conhece como é feito no país do outro, mas que também respeita a forma a ponto de fazer igual, estará falando diretamente ao coração do seu interlocutor.

É por esse motivo que poderosos do mundo todo não hesitam em usar as tradições do país de seus visitantes – ou mesmo dos que visitam.

Repare como o Barack Obama,  faz a curvatura a perfeição ao Imperador Akihito do Japão. Na época foi criticado por um jornalista americano ignorante, que disse que tinha vergonha de ver seu presidente curvar-se dessa forma. Na verdade ele devia ter orgulho do gesto elegante do Obama.

Rainha Letícia da Espanha, jovem, magra, cabelos castanhos claros e longos, sentada com as pernas cruzadas e as mãos apoiadas junto ao joelho, num banco do Gabinete Real, ela veste um tecido de renda preta,

Aliás, a igualmente elegante Rainha Letizia da Espanha em visita ao Reino de Marrocos,também não pisca e tira os sapatos para respeitar a tradição local.

Quem sabe das coisas é assim: não tem vergonha de aprender e incorporar – e ainda capricha no gesto.