Etiqueta para Crianças

 

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A esperteza de minha mãe em nos ensinar, ainda pequenos, as regras de etiqueta como se fosse brincadeira foi fundamental para que nos tornássemos adultos mais seguros e transitar com facilidade nos ambientes mais variados.

Quando me perguntam com que idade é bom ensinar as regras básicas de comportamento para as crianças respondo que quanto antes melhor. Desde pequenininhos mesmo!

Acredito nisso – pois vivi a experiência com minha mãe Teresa, criatura curiosa e sociável, que fez questão se nos apontar desde sempre as diferenças de costumes e modos de fazer nas mais variadas situações do dia a dia.

Fazia isso de forma divertida e aprendíamos meio que sem perceber – embora ela fosse rigorosa para nos mostrar e impor limites.

Agradeço a ela até hoje e insisto que é mais fácil e útil do que se imagina!

A criança fica mais segura: ela tem respostas e sabe como agir e porque deve ser daquela forma.

Elas aprendem a socializar com mais facilidade – cientes 0dos limites fica muito mais fácil participarem de grupos, brincadeiras e fazer amizades criando vínculos de qualidade ao longo da vida.

Educação encanta igualmente pais e colegas – quer coisa melhor? Os pais dos amigos certamente vão reparar que seu filho é educado e descolado. E os amiguinhos respeitam esse conhecimento e atitude que, além de não ocupar espaço, facilita a vida – mesmo na infância.

 




QUEM EDUCA: FAMÍLIA OU ESCOLA?

professora bonita, vestida de camisa branca com uma camiseta verde por cima, mostra um globo bem colorido para sete crianças bastante interessadas.Eles estão em uma sala de aula repleta de livros.

A verdade é que alunos – de variadas idades acham-se no direito de agredir seus mestres com uma violência que seria impensável há 50 anos atrás.

Há sempre quem diga que educar é tarefa das escolas – e já emendam dizendo que a educação já não é o que era antes etc etc. Mas não é bem assim tá?

A Escola ensina e a Família Educa – e há uma enorme diferença entre uma coisa e outra. Cabe a Família transmitir desde muuuuito cedo (e dando exemplo em casa) toda a gama de valores éticos e morais que vão nortear a criança vida a fora.

É a família que vai transmitir os valores de suas tradições mais arraigadas, de sua cultura e de sua religião.

É essa mistura de sensações, permeando o cotidiano da infância que cria um mix afetivo, único de cada criança e forma a sua identidade, como um DNA para fortalece-la vida afora.

Já a escola, vai ensinar a essa criança outras competências : desde as acadêmicas até as sociais. Mas a base, para essa criança se desenvolver vem de casa.

Trabalho para a vida inteira – tarefa de pais não acaba nunca. Enquanto está na escola temos um pequeno respiro mas isso não quer dizer que, do momento em que voltam não tenhamos que “reassumir”…

Mulher usa vestido , cor branca, com detalhes em flores roxas e azuis. O modelo usa alças finas. No colo dela, uma pequena menina com o mesmo modelo da mãe.

De preferencia colocando limites, supervisionando, dando carinho, ouvindo muito e julgando pouco….ufa!

Voltando ao assunto da violência: há já algumas décadas, pais e mães estão com menos tempo para dar atenção aos seus filhos: trabalhamos, mais, ganhamos menos, somos mais exigidos…

É preciso rever conceitos, resgatar tempo e diálogo e, principalmente, vencer a concorrência da atenção (e dedicação) dos filhos com os seus smartphones.

Sim, porque mais vale um filho nos requisitando sem parar do que perde-lo – dentro de casa, com olhos fixos na tela e mãos ocupadas no teclado.

Pense nisso e passe logo para a ação – porque depende de você – não importa quão difícil seja. Palavra de mãe.




Ôla na Praia – dica bacana para encontrar crianças perdidas

foto mostra um menino de aproximadamente 8 anos gritando de costas para o mar

 

Gabriel Medina, hoje é campeão mundial de surf – mas quando era criança, gostando tanto de mar,  já imaginou quantas vezes sua mãe se desesperou e teve que correr atrás do filho perdido?  Toda mãe já passou por isso pelo menos uma vez – e não importa se a praia é descolada e menor como Toque Toque Pequeno no Litoral Norte de São Paulo ou, pior, uma imensidão com gente a beça como Copacabana no Rio de Janeiro.

Em  Punta Del Este no Uruguai e algumas praias na Europa todos já adotaram um expediente interessantíssimo que, acredito, seria utilíssimo se adotado em nossas praias.

Da primeira vez ele não entendeu o que era aquilo pois mal reparou quando ouviu algumas pessoas aplaudindo perto de onde ele tomava sol. Pouco a pouco o aplauso contagiava toda a praia como uma imensa “Ôla” em estádio.

De repente um movimento perto de seu guarda sol e a ôla parou. De modo que ele achou que era alguma manifestação em homenagem a natureza.

No dia seguinte o aplauso se repetiu, desta vez, vindo espontaneamente de um ponto mais distante e chegando em ondas até onde ele estava, propagando-se até o fim da praia. Curioso, perguntou do que se tratava.

“ Estamos avisando a todos na praia que tem alguma criança perdida que foi achada. Através do aplauso a mãe – onde estiver – se acalma (ou é alertada) e localiza a criança seguindo o rastro das palmas” – explicou uma senhora.

Cesar contou que na semana que passou em Punta praticamente todos os dias havia uma Ôla (quando não duas vezes por dia) – e rapidamente a criança era localizada.

Ora, sabemos que nessa época, com nosso litoral exuberante vivem acontecendo casos assim. Sugiro propagar a prática – pois quem tem filhos pequenos sabe o sufoco que passamos quando elas se perdem, por cinco minutos que seja.

É muito mais eficiente do que desesperar-se e sair gritando loucamente feito barata tonta.

Quem encontrar a criança coloca- a no ombro, (para facilitar a identificação da mãe) avisa as pessoas por perto e começa a Ôla.

Segundo meu amigo, entre o início do aplauso e localizar a criança, a coisa toda nunca ultrapassou 15 minutos – relativamente pouco tempo. Vamos divulgar?

 




Como fazer para não estressar uma grávida…

Hoje, a Gravidez (e a futura mãe) são completamente invadidos antes mesmo de ela se declarar grávida. O atropelo é tão grande que as pessoas nem mais percebem o que estão fazendo.

Antes do anúncio – o casal acabou de se casar, e já começam as infames e invasivas perguntas:

  • E aí não se animam? – se animam a que, cara pálida? Estamos animadíssimos e você não tem nada com isso…
  • O que estão esperando para encomendar o bebê? Que você fique quieto e não faça perguntas inconvenientes e que não lhe dizem respeito.
  • Para quando estão planejando o primeiro filho? Para quando me der vontade e não interessa a ninguém…

As frases variam e muitas vezes não tem má intenção. Mas não passa pela cabeça de quem pergunta que a pessoa pode estar tentando engravidar, pode ter alguma dificuldade e está sensível ao tema – e uma série de outras variáveis que só a ela dizem respeito…

 

Depois de feito o anúncio– finalmente o casal, que é um casal mais na deles, não quis armar nenhum circo de “chá da revelação “ e simplesmente  dá a notícia a todos. E as perguntas vão continuar com inconveniência redobrada:

  • Já decidiram como vão fazer o parto? E seguem-se sugestões não pedidas…
  • Já escolheu a maternidade? E dá-lhe mais palpites e recomendações.
  • Já escolheu o nome? (Esse é triste… começam a sugerir o nome da avó na frente da dita cuja ou de sogras, idem, colocando o casal na maior saia justa.
  • Vai cuidar sozinha ou contratar babá? Mas isso é assunto que interesse a quem?

– Já escolheu os padrinhos? (essa é complicada – só pior quando a pessoa se oferece para ser madrinha ou padrinho. E sim, você pode dizer que já escolheu outra pessoa e não deixar claro quem).

Assim que nasce – logo depois do alívio e alegria do  bebê em casa vem a nova enxurrada de palpites e ninguém percebe que tudo o que o casal deseja é que os deixem em paz para se adaptar a nova rotina:

  • Está amamentando direito? (o que quer dizer direito gente?!)
  • O seu leite é forte? (tanto quanto minha vontade de te dar um croque na cabeça)
  • Quando vai começar com a papinha? (mas se nem comecei a amamentar?)
  • Porque é que ele ainda não está falando? (porque você não dá chance nem mesmo de eu falar)… e por aí vai…

É uma tremenda invasão e incomoda. Muito! Antigamente, depois de ter seus filhos, as mulheres faziam o resguardo por 40 dias: além de fazer bem para o bebê, dava-lhes um merecido período de privacidade em um momento em que esta é essencial. Hoje,  é difícil entender que bastaria um pouco de sossego, envolvendo apenas do casal e a família com essa nova situação.

O resultado são mães e bebês muito mais estressados, com agendas lotadas de “eventos” e aulas antes de completar 6 meses. Pena mesmo – e um disparate.




Como fazer para desapegar dos trabalhos de seu filho

um casal de crianças, aparentemente , ele 10 anos e ela 8 anos, com mochilas, a dele é azul e a dela, verde, nas costas, caminham numa rua , com muros com plantas . Elas usam uniformes , ele calça bege e casaco azul e ela saia bege e casaco azul.

Todo mundo que tem filhos sabe que, ao entrar na adolescência eles nem sequer olham mais para a gente – que dirá para esses mesmos trabalhos, que tão amorosamente nos entregaram desde o jardim da infância até praticamente ontem.

Aos poucos os brinquedos do quarto vão sumindo – e os pais começam a guardar esses trabalhos em cima de armários, na garagem, na despensa, onde couber – afinal de contas alguns são verdadeiras instalações de arte moderna, misturando materiais como argila, metal reciclado, papier machê e outras invenções das valorosas  e criativas Tias da Escola que os acompanham desde o ensino fundamental e elementar até agora…

Mas chega um dia  que acaba o espaço mesmo!! Aí a gente arregaça as mangas e se propõe a jogar tudo fora. Beleza.

Todos os personagens de brinquedo da série de filmes Toy Story estão juntos como que posando para uma foto: lá estão o cowboy, o pouquinho, a bailarina, o burro, o astronauta e o velho cowboy - todos em pose e sorridentes.

Mas, mal começada a tarefa o coração aperta e inundadas pelas lembranças mais queridas e pela fofura daquela alma ainda inocente, percebemos o quão difícil desapegar… O que fazer? E como? Queremos ficar com tudo…

A craque em organização Sheila Procópio dá a dica: podemos optar por guardar em uma pasta pelo menos um trabalho de cada fase. Assim, eliminamos vários e o volume  que ocupa nosso espaço diminui consideravelmente. Ou então mais simples ainda: fotografamos tudo, fazemos uma linda pasta digital em ordem cronológica ou por assunto e pronto!

É de uma simplicidade tão grande que dá certo só de pensar! Experimente e depois me conte!

Serviço – @sheilaprocopioorganizer