Como fazer brindes presidenciais – saudações perigosas

Presidente Jair Bolsonaro , durante o almoço de recepção no Itamaraty , oferecido ao Presidente Maurício Macri, em visita de cortesia .

Direita e esquerda: Essa divergência em vários assuntos podem gerar muitas confusões, até mesmo numa mesa de jantar ou banquete oficial – Já falamos sobre o costume de se brindar com a mão direita que remonta dos tempos em que Reis e Rainhas – O único momento em que os convidados ficavam próximos do monarca era à mesa, na hora das refeições e eram assassinados no momento em que, desprevenidos, levantavam um brinde e alguém próximo atacava (em geral com faca ou espada). Pelo visto nossos governantes nunca ouviram falar… Vejam nas outras fotos abaixo e vai ver que, independente e corrente ideológica, o ex-presidente Michel Temer, como Dilma Rousseff com Evo Morales, nessa imagem erguem a taça com a mão esquerda – seja com a Rainha Silvia da Suécia seja com o presidente Maurício Macri da Argentina.

Na imagem de abertura deste Post, o Presidente Jair Bolsonaro finalmente acerta: ergue a taça com a mão direita (correta).  Apenas não entendi porque a dele é de um modelo diferente (dos antigos) da flute usada pelo Presidente Maurício Macri – uma vez que, para esse momento do brinde é usado o mesmo tipo de vinho para todos e a taça usual é a flute longa… Mistérios de um serviço atrapalhado – que só fez deixar a imagem confusa…

Brasília – O Presidente da Bolivia, Evo Morales e a Presidente Dilma Rousseff durante almoço no Itamaraty (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Brasília – O vice-presidente da República, Michel Temer, e a vice-presidenta da Argentina, Gabriela Michetti, durante almoço no Palácio Itamaraty (Marcelo Camargo/Agência Brasil).

 




Uniforme para cerimonial com visual bonito e funcional: é possível!

Muito já se falou de uniformes para quem faz Cerimonial – inclusive causei uma enorme polêmica por ter  dito que o uniforme não pode ser confundido com a roupa de convidadas quando o evento é mais festivo, como casamentos e outros eventos sociais. Continuo a afirmar isso: quem já trabalhou em grandes eventos internacionais e públicos sabe que não há lugar para esse tipo de confusão quando você é responsável por todo o andamento de um evento que está na mídia para o mundo inteiro ver.

Mas voltando ao uniforme: como fazer (principalmente as mulheres) para usar uma roupa que seja confortável, elegante e clássica ?

(Sim, tem que ser clássica. Não se muda o uniforme a cada evento, ele deve ser como uma marca registrada daquela empresa ou grupo).

Não é fácil. Nesse post vão algumas sugestões, depois de uma pesquisa onde inclusive foram testados alguns modelos onde saíram ganhando esses que escolhemos com carinho.

Acima dois modelos para eventos mais sociais. Adoro o da esquerda porque é versátil, e permite que se coloque e tire o casaquinho  conforme o clima. A parte de cima do vestido e em tecido leve e lavável e o tom em creme, super elegante iluminando e valorizando pele e olhos de todas as cores. O tom de cor de rosa da direita é super feminino mas o corte reto e a combinação com o preto dá a ele uma sobriedade leve. Sem falar que as mangas são no ponto para não esquentar e deixar os ombros discretamente cobertos…

Acima dois modelos em preto e branco que não erro: o modelo sem manga para regiões mais quentes é estruturado o suficiente para dar um caimento chique e continuar fresquinho. E o da direita é a versão super clássica do rosa e preto…

Esses modelos estão super dentro das “tendências” de moda, mas permitem que sejam usados sapatos com saltos médios ou mais grossos (sim, a gente anda muito e ninguém aguenta salto fino e alto durante todo um evento de muitas horas)…

E, mais importante: não tem excessos de fendas, decotes, laços, franjas como alguns que muitas vezes vemos serem adotados em eventos sociais. Nesse ponto sou ultrapassada sim,  como uma colega indignada reclamou nas redes sociais. Prefiro ser ultrapassada a comprometer o trabalho (sem falar na postura e movimentação) da minha equipe ou o meu, administrando lacinhos e babados fora do lugar ou puxando sainhas curtas para baixo. Menos é mais. Sempre.

Serviço – modelos da PA Concept.

www.paconcept.com.br




Presente de Natal pode ser artesanal

 
Sempre digo que presentes feitos a mão por quem presenteia tem muito mais valor do que os industrializados. E no Natal isso é mais significativo ainda: uma geleia especial, uma peça de roupa, um quadro, uma caixinha pintada….
É tanto empenho, amor e energia para agradar o outro que é impossível não não acontecer.
Minha comadre Susie certa vez presenteou as amigas com esse lindo arranjo de flores – dá pra não gostar?
Algumas ideias: guirlandas de Natal (se você tiver talento pra isso), geléias e outros quitutes que as outras pessoas dificilmente sairiam para comprar mas que vão amar ter e curtir…
Sem falar na linha de acessórios de casa como: porta guardanapos ou porta retratos personalizados  com colagens e fotos de momentos passados juntos.
Pense nisso antes de se endividar com lançamentos caros para suas pessoas especiais ou mesmo escolher lembrancinhas que não tem e jamais terão o mesmo valor afetivo.
flores em papel crepom , coloridas, na imagem estão 4 flores , nas cores vermelha, roxa clara e pink. Tendo como suporte um barbante



Como fazer para acertar o ponto da Carne para todos.

Espeto com 3 pedaços de picanha, apoiado com a ponta sobre a mesa ao lado de duas taças de vinho tinto.

A pergunta me foi feita por Dani, uma leitora super detalhista que questionou como fazer para acertar o ponto em um serviço “empratado” – aquele em que o prato chega pronto da cozinha.

Antes de seguir adiante: é preciso ter em mente que nem sempre é possível atender a todas as exigências dos convidados o tempo todo. A idéia de receber para uma refeição tem muito mais a ver com a reunião e troca do que com a degustação de iguarias levadas as últimas consequências…

De modo que , quando é um jantar de até 10, 12 pessoas com serviço empratado é possível perguntar o ponto mas, isso teria q ser feito no momento em que se serve a entrada para dar tempo de executar a contento e tempo enquanto os convidados comem. Já em um jantar maior é impossível fazer isso então usa-se o critério de bom senso: serve-se a carne “no ponto” de forma a agradar a um maior numero de pessoas.

Simples assim e, pode ter certeza de que, se estiver no ponto, os amantes de carne mais crua não vão reclamar e muito menos os que amam uma carne super bem passada. Não vamos viajar em uma vibe de “somos todos masterchefs” – senão fica muito difícil mesmo ser feliz, concorda?




Staff – uma festa a mais nos casamentos

 

O  fato é  que os donos das festas não apenas tem uma despesa extra como ainda ficam obrigados a inúmeras exigências dos músicos/artistas e outros fornecedores.  Alguns exigem “jantar antes de começar sua apresentação ou serviço” Outros, como algumas bandas, pedem vários itens no camarim (sim, camarim é necessário para as bandas)… E todos com expectativas que deixam as Cerimonialistas malucas – com razão.

O que fazer?– muitas acabam contratando um serviço simples exclusivamente para  o staff. Sim pois, se deixar por conta do bufê principal, eles acabam se dividindo e  atendem mal tanto o Staff como os convidados. Daí a solução de manter um serviço independente.

 

Stella Lacerda, que atua  em Vitória  diz que não existe muito esse problema pois, mediante o numero apresentado de pessoas extras em serviço, os bufês cobram metade do preço por pessoa. Os anfitriões já estão acostumados com este procedimento e entendem. Em outras regiões, como São Paulo e Rio muitos bufês tem um preço especial para staff que custa, na média de R$40 a 50. Nesse caso basta arruma um local no espaço para que seja feita a refeição.

Combinado sai barato – é preciso sempre, desde o início da concepção da festa, passar para os noivos o custo total – para que possam pensar no projeto já com ter ideia do valor que irá pagar.

Solução independente – outra alternativa é fazer com que  as empresas de bar, som e recepcionistas assinem um contrato onde a alimentação é por conta deles. E pronto. Em caso de banda atende-se a exigência de camarim e, lá dentro mesmo é servida a mesma comida oferecida aos garçons. Isso elimina o fator “administração de um espaço  e bufê extras”. Mas pensa que resolve? Muitos deles, aliás, quase todos, sentem-se discriminados…

Menos, gente, muita calma– os casamentos tomaram uma proporção de tamanho protagonismo que até os profissionais que nele trabalham tem ataques de diva! Será que não entendem que estão ali para trabalhar? Que mistura de canais é essa? É como se o bombeiro ao chegar no incêndio exigisse, na hora de usar a mangueira de água, fazer um lanche antes!

A palavra final foi de Roberto Cohen, Mestre dos craques: se não está no contrato não se serve comida. Simples assim. Está achando tudo muito complicado? Então pode se casar no centro oeste onde, segundo Izis Dorileo, referência em casamentos da região, o bufê da noiva não costuma cobrar. E ficam todos felizes…