8 Dicas Top para não se tornar um convidado mala

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Não se atrase – uma tolerância de quinze minutos de atraso é o máximo permitido se você quiser ser educado e não deixar seus amigos ansiosos.

Não chegue antes da hora – é quase pior do que chegar atrasado. As pessoas estão se organizando e preparando a casa de acordo com um um planejamento – chegar antes vai atropelar tudo e você ainda corre o risco de pegar a dona da casa de toalha.

Não peça para estacionar na vaga – nem pergunte se é fácil: informe-se de outra maneira e não crie mais um problema para seu amigo nesse momento. (como estacionar costuma ser um caos, é simpático que o anfitrião avise se existe algum estacionamento por perto).

Não fale de dieta – nenhuma, por mais sensacional e na moda. Aliás, faça o contrário: elogie sempre e coma de tudo.

Não exagere na bebida – parece óbvio mas muita gente vai ficando animada, passa para o alegrinho e, daí, para a inconveniência e constrangimento patético é um pulo. Beba sempre bem menos do que você gostaria…

Não faça selfies – pelo menos não seja o primeiro a ter essa idéia. Se perceber que seus amigos estão registrando tudo, vá em frente. Mas com moderação: em geral esse tipo de coisa interrompe o ritmo de quem está planejando o encontro.

Não fale demais sobre – trabalho, crise, falta de segurança e outros assuntos que podem pesar o ambiente. Que tal esportes, arte, viagens, lazer em geral?

Não fique demais – Pois é, o papo está bom, a comida ótima, mas não espere o anfitrião começar a bocejar para ir embora.

Essas dicas são bem legais… mas como estamos na pandemia ainda, não se esquecer nunca dos cuidados básicos: lavar as mãos ou passar álcool em gel, distanciamento e sem aglomerações, ok?

 




Aglomerar com elegância – segundo filósofos e pensadores

Durante a pandemia estive imersa na confecção de dois livros, um dos quais sobre Acolhimento e Bem Receber onde, em meio as pesquisas acabei encontrando citações sobre o tema feitas pelos mais variados e renomados Filósofos – desde a antiguidade até os dias de hoje.

Vale a pena refletir sobre o que eles preconizam – e tem tudo a ver com o momento que estamos vivendo e com algumas mudanças/transformações que podem ser bem vindas…

Leonardo da Vinci: “A Simplicidade é o grau máximo da Sofisticação.” Tanto é verdade que, em épocas diferentes, outros expoentes de outras áreas disseram o mesmo em ouras palavras olha só…

Christian Dior: “A verdadeira elegância está por toda parte. Especialmente nas coisas que não aparecem.” E, antes dele, Coco Chanel: que eternizou o conceito,  já dizia que  “A simplicidade é a chave da verdadeira elegância”.

Elegância acessível: é do que estamos falando aqui. Um  pouco adiante na linha do tempo, Giorgio Armani,  famoso por sua  marca de luxo ousada e moderna que tornou mais acessível  através do seu “Empório Armani” diria que: “A elegância não está em chamar a atenção de alguém mas sim ficar na memória de alguém!”

É isso gente: não mais ostentação e aglomeração gratuita  -vamos nos ater a essência, ao que realmente importa e nos gratifica. Se você ainda tem dúvidas, veja o que dizia Leon Tolstoi – que, em geral, associamos a política e ideias radicais: “A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família.”

Na real, temos que aprender a pensar um pouco menor e mais perto. Mega eventos? Se no momento não rola, que tal o evento de conteúdo e satisfação mais compacta e intensa? Afinal, a busca da felicidade perene, induzida por efeitos especiais e prazeres ininterruptos provou-se falsa. Além de perigosa, estressante e inútil…

Cesare Pavese, pensador italiano morto nos anos 50 dizia: “Não nos lembramos de dias, lembramos de momentos.” E os momentos, caros leitores, são átimos de vida, faíscas de felicidade – dificilmente se estendem em mega momentos. A beleza está em saber reconhece-los e captura-los ainda acesos com a chama da paixão – seja ela qual for – que nos aquece  e ilumina a alma em puro êxtase.

Para provar que não estou delirando, vejam a frase sobre a felicidade do gigante Mahatma Ghandi: “A arte da vida consiste em fazer dela uma obra de arte.”

Ok, podemos não ser geniais artistas mas temos o dever de aprender, se não a desenhar, pelo menos a segurar o lápis com elegância e respeito a página que se nos apresenta em branco e renovada, todos os dias ao amanhecer




O básico da etiqueta à mesa

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  1. Guardanapo no colo – o de pano, porque o de papel fica sobre a mesa.
  2.  Ordem dos talheres – não se desespere! Se tiver mais do que um, comece de fora para dentro.
  3. Mastigar de boca fechada – nem é tão difícil: mastigue de boca aberta em frente ao espelho e perceba o mico.
  4. Não comece a comer antes da dona da casa – a não ser que ela peça.
  5. Não encher muito o prato – e nem misturar a comida fazendo aquela gororoba.
  6. Saiba dizer não – não fale que não gosta, que está de dieta ou faça cara de nojo. Apenas sirva-se de pouco e dê uma disfarçada.
  7. Evite frases como – “estou cheio”, “estufado”, “comi feito um boi”. Não dá, né?
  8. Cotovelos à mesa – não pode e pronto.
  9. Talheres em paralelo – com os cabos virados para você.
  10. Palito – comida ficou presa no dente? Nao dá para tirar com mão, língua ou palito. Ainda que que palito esteja te tentando, pegue discretamente e leve ao banheiro.

 

 




Hóspedes no Carnaval: e agora?

 

 

Detalhe da piscina do Hotel Lara, Aquiraz, Ceará, onde temos duas cadeiras de descanso, em madeira, ao fundo um lindo jardim com palmáceas.

Hotel LARA. Prainha Aquiraz Ceara. Brasil 03/2015 © david atlan

Não é fácil fazer seus hóspedes se sentirem como eu me senti quando estive no Lara Hotel dessa foto acima. Para um anfitrião todo cuidado é pouco, mas com uma dose de atenção é possível minimizar e prevenir aborrecimentos que podem acabar em mal entendidos desnecessários.

Combine antes: ao convidar já indique a partir de quando vale a hospedagem, mas também até quando! Dependendo do número de hóspedes, não é pecado pedir para que levem roupa de cama e banho. É melhor pedir do que faltar na hora e seus amigos se sentirem desguarnecidos, não acha?

 Regras claras – cabe ao anfitrião deixar seus hóspedes confortáveis e “a vontade” claro, mas eles só ficarão assim de fato se souberem exatamente onde estão pisando. De modo que, não hesite em deixar claro desde o início quais são as regras. Nada de “sinta-se em casa, a casa é sua, faça o que quiser”- sabemos que não é bem assim.

Manual da casa –  faça um, por que não? Com os horários, indicação de o que está onde, qual a programação prevista, locais chave perto de casa, e se for o caso entregue junto com uma cópia da chave da casa para deixa-lo independente.chaveiro vermelho escrito hóspedes

Libere espaços– se vai hospedar alguém em quartos que já estão sendo usados, é essencial liberar pelo menos uma gaveta ou prateleira e um pouco de espaço no guarda roupas para que seu convidado possa arrumar pertences. Sem esquecer os cabides, pelo menos 5, tá? Lembre que a alternativa é deixar tudo sobre a cama ou dentro da mala aberta no meio do cômodo…

Geladeira comunitária – entra no quesito de “combine antes”: peça que cada um  leve o que costuma comer no café da manhã. Assim essa refeição fica resolvida e você só precisa providenciar o café com leite e pão básicos…

 

Nas demais refeições divida as tarefas: alguém se encarrega de não deixar faltar bebida e gelo, o outro cozinha, outro ainda gosta de fazer sobremesas e, claro, há os momentos de comer fora. Mas precisa ser combinado para funcionar e não sobrar para você…

Hóspede que volta – é aquele que não abusa e ajuda. Portanto leve sim uma lembrança para seu anfitrião e fique ligado para  colaborar – desde as pequenas tarefas como tirar a mesa e preparar aperitivos até (se for o caso) levar as crianças para um programa para aliviar os pais por um período. Só não vale mima-los demais no processo e voltar com a galera se rebelando contra a ordem já estabelecida. E evite cair de boca em iguarias diferentes da geladeira que você não sabe a que estão destinadas…

Intimidade– banheiros comuns pedem discrição e rapidez. Sem banhos demorados demais: passe cremes e tire a sobrancelha no quarto – de modo a liberar logo o chuveiro. E lembre de levar sua nécessaire junto para não passar aperto e deixe o lugar como encontrou antes de usar.

Ainda, por melhor que esteja a estada, cumpra rigorosamente o prazo e vá embora na data prevista. E, assim que chegar em sua casa, mande um mimo agradecendo mais uma vez: além de imensamente apreciado, certamente vão lembrar de você com saudade…

As regras de etiquetas continuam as mesmas… Só que com cuidados mais do que redobrados, por conta da Covid-19.

Quer receber amigos, com todos os cuidados que já estamos cansados de saber e com um número bastante reduzido.

Gente, falta pouco, a vacina já está ai. Vamos esperar, ok?




Papo de mesa: importante sim!

Em uma sal de jantar elegante na Inglaterra do início do século XX, os personagens da série inglesa Downton Abbey estão a mesa prontos para jantar. A mesa é oval com uma toalha creme e sobre ela taças de cristal e louça a frente de cada personagem. No centro um candelabro de cinco braços dá o toque final de requinte. O dono da Casa Lorde Crawley está de frente e atrás dele o mordomo impecável aguarda ordens em pé.a direita e esquerda de Lorde Crawley, estão sua filha Mary e a sobrinha Rose elegantemente trajadas e a sua frente estão sua mulher, sua terceira filha e o genro, todos concentrados em uma conversa aparentemente séria.

Cena da série inglesa Downton Abbey

 

Embora nem toda mesa de refeição tenha essa formalidade, ainda assim, é preciso mais cuidado pois a situação não te deixa sair a qualquer hora  – e é preciso um certo traquejo para a conversa fluir de forma agradável e eficiente.

E não se iluda: esse tipo de atenção é essencial se você quiser deixar uma boa impressão e ser convidado novamente.

Conversa de salão – é importante interagir. Se for tímido/a, não precisa dar um show de conversação. Basta aproximar-se dos grupos e eventualmente comentar o assunto corrente.

E vale qualquer assunto: da novela, ao futebol, passando por notícias políticas ou internacionais. Ou mesmo, o clássico, perguntar a pessoa que está ao nosso lado o que ela faz ( se não conhecermos) ou o que tem feito de bom (se já for conhecida)…

Evite – grudar em uma só pessoa (ou pior ainda, no anfitrião) para garantir que vai se enturmar noite afora. Ele/a tem mais o que fazer e outras pessoas a quem dar atenção.

Se você for do tipo extrovertido – pode auto apresentar-se e ajudar as outras pessoas a interagir. Se for o caso, pode até se oferecer para ajudar em alguma coisa referente ao serviço.

Fora de questão – exaltar-se em discussões emitir opiniões radicais e tentar impor a qualquer custo seu ponto de vista. Conversa sobre trabalho: só mesmo se o dono/a da casa puxar o assunto.

Em tempo: assuntos como futebol , religião e preferências sexuais devem ser tratados, no mínimo com tato – até saber em que terreno está pisando.

cinco pessoas almoçam num mesa redonda num restaurante, as paredes são envidraçadas, dois homens usando terno escuro, conversam com as mulheres , duas de cabelos longos, cor preta, e uma de cabelos curtos, castanhos claros. A mesa está com todos os pratos servidos.

Fumantes – observe se tem cinzeiros e só fume se percebe-los espalhados pela casa. Na refeição, espere pelo menos até o final da sobremesa e peça licença, se ainda estiver a mesa, para puxar um cigarro.

Mas nem pense em pedir cinzeiros ainda a mesa. Se toque. Ou vá fumar na varanda. O outro extremo também é imensamente desagradável: patrulhar quem fuma em voz alta e fazer cara feia se alguém estiver fumando perto de você. Criar esse tipo de clima na casa dos outros é intolerável – pra dizer o mínimo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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