A história das regras mais comuns de etiqueta

Algumas regras antigas podem confundir, pois foram adotadas há muito tempo e por um motivo que, hoje, pode ou não ser aplicado.

Tirar o chapéu ao entrar em um edifício – no passado, as pessoas passeavam por estradas de terra empoeiradas ou cidades industriais com fuligem no ar. Fazia sentido tirar o chapéu por uma questão de higiene e respeito.

Hoje, essa regra é flexível, a única vez em que você absolutamente deve segui-la é quando seu chapéu obstrui a visão de alguém ou se você está em uma situação social que torna embaraçoso não fazer isso.

Mas, de verdade? Continuo achando que é melhor tirar sempre…

Sentar com os tornozelos cruzados – mães e avós costumavam dizer às meninas que elas sempre deveriam se sentar eretas com os tornozelos cruzados de uma maneira feminina. Na verdade, os tornozelos cruzados ajudam a manter o equilíbrio com muito mais conforto com a coluna ereta.

Não é à toa que rainhas e princesas, sempre mais expostas sentadas, ficam nessa posição. Que na verdade se tornou regra por puro conforto.

Ok, sentar em linha reta é uma boa regra, mas os tornozelos cruzados não são mais necessários…

Os homens andam na calçada do lado da ruaquando o cavalo, carroças e carruagem eram o único meio de transporte, os homens protegiam as mulheres dos perigos das ruas (lama e poeira eram comuns). Hoje isso não é mais necessário; portanto, caminhe pelo lado da calçada em que você se sentir confortável.

Mas,  acho elegante (e muito fofo)  quando um homem automaticamente passa para o lado de fora quando estou caminhando junto…

Puxando a cadeira de uma senhora – as mulheres da alta sociedade usavam roupas tão restritivas que eram incapazes de se sentar à mesa sem a ajuda dos cavalheiros com quem estavam. Sem falar que, as cadeiras eram pesadas e enormes, difíceis mesmo de administrar – ainda mais em um figurino desse…

Hoje as mulheres usam calças ou saias e o mobiliário  ficou mais leve, não precisam mais desse tipo de ajuda.

Um homem deve sempre pagar – antes, os homens tinham carreiras e as mulheres não (embora muitas vezes tivessem empregos). Essa regra está claramente desatualizada. A conta pode ser paga por ele, ela ou dividida. Em outras palavras, não importa quem paga tanto quanto alguém.

Alguns homens ainda mantêm a velha regra de sempre pagar, o que é bom, desde que a outra pessoa, concorde.

A coisa mais importante a lembrar é mostrar respeito pelos outros, e isso geralmente significa seguir as normas da sociedade. Se você sair do país, aprenda o que é considerado adequado onde quer que vá, para não parecer grosseiro ou rude.




Como não pedir desculpas

No entanto, com o passar do tempo, e uma vez baixada a poeira, percebe-se que um pedido de desculpas é essencial e pode ser eficiente para retomar, seja a amizade ou mesmo o relacionamento profissional.

É nesse momento, a forma, faz diferença. Um pedido de desculpas sincero e feito no momento certo funciona realmente. Mas há maneiras de se fazer isso que, em vez de melhorar, pioram muito a situação. Veja só como não cair nessa armadilha.

Desculpe “mas” … –  esquece o “mas”. Fica claro que você não está convencido de suas desculpas. O “mas”, em geral, anula o efeito de tudo o que vem antes.

Eu sinto muito se você se sente (ou pensa) assim –  é como colocar a “culpa” do que está errado no outro. Como se ele é que estivesse errado e você certo. Acredite, isso só piora, pois faz você parecer convencido e condescendente.

Ok, desculpe! Vamos seguir em frente agora – além de grosseiro, a pressa em seguir em frente mostra claramente que você não está nem aí e só quer formalizar as desculpas. E que não dá a mínima com o sentimento da outra pessoa.

Fulano disse que era para eu pedir desculpas então… –  esse é o fim da mundo! Em geral, é um pedido muito pouco convincente, além de deixar claro que você não pediria desculpas se não fosse o amigo em questão ter praticamente obrigado você a isso.

Quando pedir desculpas –  de maneira geral, sempre que achar que errou ou ofendeu alguém. Se for algo leve, uma gafe por exemplo, faça isso discretamente no mesmo momento. E pronto. Já situações mais delicadas exigem que se escolha um momento propício.

E se esse momento não se apresentar naturalmente, procure a pessoa. Vale até áudio de voz, tá?

Em público – se estiver em uma roda de pessoas faça isso de forma clara, para que além da pessoa, todos entendam que você se desculpou. Isso faz diferença para quem foi ofendido – e demonstra a sua capacidade de reconhecer erros, o que não é pouco.

Em particular – muitas vezes é mais fácil puxar a pessoa de lado e pedir desculpas. Beleza. Já, em outras ocasiões, é preciso procurar a pessoa especialmente para isso. O quanto antes melhor, claro. Mas, ainda assim, o fato de ter passado um tempo da eventual ofensa, não justifica que ela se perpetue. Procure sim, marque um encontro (de preferência em um local confortável para a outra pessoa) e explique o motivo do encontro de coração aberto.

Em geral, desculpas são bem recebidas. E, se forem sinceras e o outro não se sensibilizar paciência. Você terá feito a sua parte.




Como definir seu espaço pessoal

Você já se sentiu desconfortável quando alguém está perto demais? Algumas pessoas parecem não entender que colocar o rosto a centímetros do seu durante uma conversa pode fazer você se contorcer – e procurar a saída mais próxima.

Mas lembre: o espaço confortável entre você e alguém que você conhece bem será muito menor do que seria se você mal conhecesse ou acabasse de ser apresentado a outra pessoa. E, claro, com um estranho, é ainda maior.

Regras Gerais do Espaço Pessoal:

  • Nunca toque em alguém que você não conhece. Como se sentiria se fizessem isso com você?
  • Quando alguém se inclina para longe de você, provavelmente sentiu espaço dessa e a deixou desconfortável. Dê um passo para trás.
  • Se você entrar em um auditório ou teatro que não esteja lotado,( sem lugares marcados), deixe um assento extra entre você e a próxima pessoa. No entanto, é aceitável sentar-se ao lado de alguém, se a sala estiver cheia.
  • Nunca se incline sobre o ombro de alguém para ler algo, a menos que seja convidado.
  • Não jogue o braço em volta do ombro de alguém nem bata nas costas a menos que você a conheça muito bem.

O que fazer se alguém invadir seu espaço

Quando alguém invadir seu espaço, há várias coisas que você pode fazer. Apenas lembre-se que, ser direto pode prejudicar os sentimentos da outra pessoa. De modo que:

  • Aceite isso sem sentir que é pessoal…
  • Afaste-se da pessoa ou dê um passo para trás – ela vai perceber a dica.
  • Insinue que está desconfortável com o calor  e aproveite para se afastar um pouco.
  • Explique porquê você precisa de mais espaço – e vale qualquer explicação…

Ensine as crianças o conceito –  mostre a elas como proteger seus limites e respeitar o espaço pessoal dos outros. Explique como é importante seguir os desejos das pessoas que lhes dizem para recuar. Se for o caso, demonstre,  pois é mais efetivo e mais fácil de entenderem.

Alguns pais usam a analogia da bolha, explicando que todo mundo tem uma bolha invisível ao seu redor e, quando você se aproxima demais, ela pode estourar. E, claro, aproveite essa conversa e explique também a seus filhos que eles devem informar se alguém tentar tocá-los de forma inadequada.




Lista de convidados: como não passar aperto?

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Cerimônia religiosa ou festa? – é claro que, se for apenas para a cerimônia religiosa, vocês podem simplesmente  escolher um local de acordo com o número de amigos e familiares e convidar todo mundo. No entanto, quando se trata da festa, a coisa muda completamente. O ideal e correto é que se convide para a festa todos os que foram convidados para a igreja.

Vale- empada – as vezes não é possível convidar todos, e infelizmente, os noivos e suas famílias veem-se obrigados a recorrer ao deselegante “vale-empada” – aquele cartãozinho que vem anexado ao convite de apenas alguns felizardos convidando-os para a festa.
Não gosto desse expediente e acho que vale a pena fazer um esforço e reduzir os convidados para um número real de amigos mais íntimos e compatível com espaço da comemoração.

Pré lista  – o estilo do casamento também é decidido pela quantidade de convidados. Por isso, comece com um número que possa circular e se acomodar confortavelmente em sua festa. Depois, divida esse número por quatro. Quatro quer dizer: pais da noiva, pais do noivo, noiva e noivo. No total, são seis pessoas decidindo sobre quem vai e quem não vai à festa.

Para estabelecer isso, defina o quanto antes exatamente a fatia do orçamento que pode ser gasta na festa. Para isso, é necessário que vocês já tenham em mãos um primeiro levantamento de preços de bufês, flores e decoração, pois o
cálculo desse tipo de serviço e feito por pessoa.

Critérios de escolha – uma vez estabelecido esse número, a não ser que haja um orçamento imenso, é inevitável que vocês tenham de se decidir por alguns cortes. E esta é uma das partes mais delicadas.

O primeiro passo para simplificar a lista é comparar a relação de convidados de cada um e eliminar os nomes repetidos. Depois, risque aqueles amigos distantes, que moram em outros países, estados ou cidades. Se ainda assim for necessário cortar, restrinjam-se aqueles que vocês conhecem bem, deixando de fora os amigos da
ginástica ou da empresa.

Antes de mais nada, entre em um acordo com seus pais e sogros quanto à parte que cabe a cada um nessa lista. O ideal é que a cada família tenha o direito de convidar 25% do total, e os noivos, os 50% restantes, divididos como eles
acharem melhor.

Finalmente use o seguinte parâmetro: se você nunca foi tomar sequer um café na casa de determinada pessoa, porque mesmo ela tem que ser convidada para um momento tão especial de sua vida?

convite de casamento, em forma de calendário, feito num papel tipo papelão com escritas em marrom escuro.




6 Casos em que o príncipe Harry e Meghan Markle quebraram as regras da família real

Sem sutiã em eventos formais – em sua primeira aparição como duquesa, Markle escolheu um vestido nude e um chapéu para combinar com a roupa. Tudo teria ficado muito bem, se não fosse pela ausência do sutiã, que não passou despercebida pela imprensa. De acordo com as regras reais – não verbalizadas – as mulheres da família real não devem comparecer a eventos oficiais sem esse acessório.

Harry e Meghan não escondem seus sentimentos em público – abraços e beijos durante aparições públicas, em casal, não são incentivados nos círculos reais, mas o duque e a duquesa de Sussex não veem nada de repreensível nisso.

Meghan Markle não usa meia-calça – meia-calça é um elemento indispensável para os membros da família real durante passeios. E a rainha Elizabeth II exige que essa regra do código de vestuário seja seguida rigorosamente, independentemente das condições climáticas. Mas Markle apareceu repetidamente em público, não apenas sem meia-calça, mas também de sandália, o que, aliás, é mais um tabu…

Príncipe Harry e Meghan Markle tiraram os sapatos na praia – em visita à Austrália em outubro de 2018, o duque e a duquesa de Sussex visitaram a famosa Sydney Bondi Beach. Príncipe Harry e Meghan Markle tiraram os sapatos e andaram descalços pela areia branca, contradizendo a etiqueta real. Detalhe: essa proibição se aplica às mulheres…

Meghan Markle anda à frente do príncipe Harry – De acordo com o protocolo real, o membro da família real cujo status é inferior deve sempre andar mais atrás. Markle muitas vezes andou à frente do príncipe Harry em eventos públicos.

O duque e a duquesa de Sussex parabenizaram o príncipe George de forma inadequada – a forma como Harry e Meghan parabenizaram o sobrinho George foram consideradas, por muitos, bastante informais. Além de não dedicarem um post separado em seu próprio perfil, eles também esqueceram de mencionar o título completo do futuro rei – que pode ser considerado pouco caso, uma vez que trata-se do herdeiro da Coroa…

Eu não conseguiria estar na pele deles. São muitas regras! Mas qual a sua opinião? Isso é um desrespeito aos monarcas ou apenas que eles podem ser pessoas normais? Comentem!