Cabelos das Noivas: Flores de seda ou naturais?

 

Não gosto desse tipo de autoritarismo e quero aqui ajudar a desmistificar essa história de “sempre “ e “jamais”…

Nunca diga nunca – a senhora personal especialista que que me desculpe, mas, no que se refere as flores naturais não existe nem sempre, nem nunca. Depende de clima e horário. Depende de local e ocasião.

Por exemplo, em um casamento mais informal, na praia, onde o visual é mais despojado e propositadamente “desmontado”, as flores naturais funcionam: além de combinarem mais com o cenário, se ficarem com aspecto  levemente “cansado” depois de algum tempo, não destoa, faz parte…

De onde vem a lenda? –  há muito tempo atrás, as flores que eram chamadas de “artificiais” eram em tecido sintético duro e até mesmo de plástico. Nada mais natural que fossem vilipendiadas pelos formadores de opinião (inclusive esta que vos escreve).

Ora, além de antiecológicas, eram feias mesmo. E usadas em casa, em arranjos em vasos grandes tornavam-se monstrengos horrorosos acumuladores de pó…

Com o tempo surgiram as flores em seda, renda e tecidos inteligentes e fluidos – sem falar nos cortes a laser com pétalas e montagens perfeitas e cheias de matizes coloridos inspiradores.

E é claro que imediatamente estilistas e decoradores aderiram as mais variadas alternativas.

Noiva pode (quase) tudo– ok, é perigoso dizer isso para noivas e famílias em plena viagem pré nupcial de sonho realizado. Mas no quesito flores, acredito que podem sim.

Não tem nada a ver com a idade, (também alegada como restrição pela especialista) afinal flores são flores (naturais ou fakes) e em qualquer idade ficam bem, desde que usadas na dose certa e no horário certo.

Ainda em defesa das flores de tecido: há muito tempo os noivos deixaram de usar na lapela cravos naturais e aderiram a cravos (e outras flores) em  organza de seda. Porque eles podem e elas não?

Se é para rotular acho flor natural para noivas perigoso por se desmantelar facilmente ,ainda mais em uma festa longa. Sem falar que ficam fora de contexto e parecem inadequadas “a noite”…




Bolo de Noiva: ele nasceu salgado! Veja aqui como evoluiu até hoje

Dizem as crônicas da História que  tradição matrimonial começou no tempo de Roma Antiga.

Bolo De Casamento Romano

Os romanos quebravam um bolo simples e saboroso feito de trigo ou cevada sobre a cabeça da noiva depois da cerimônia para dar boa sorte. Os recém-casados, em seguida, comiam algumas migalhas juntos, enquanto os convidados se reuniam em volta e recolhiam o resto do chão. A tradição de compartilhar um bolo de casamento com seus convidados vem desse costume romano.

Torta medieval da noiva

A “torta de noiva” era uma torta saborosa que podia ser recheada com qualquer coisa, desde ostras ou outro marisco, até carnes picadas ou carneiro, dependendo da riqueza da família. Um anel era escondido dentro da torta, e a mulher que o encontrava, seria a próxima a se casar – um precursor do lance de buquê de hoje. A massa era bem decorada, fazendo da torta uma peça central de toda festa de casamento.

Bolo temperado medieval 

Na Idade Média, pequenos pãezinhos temperados eram equilibrados um em cima do outro, criando uma pilha que se elevava o mais alto possível. O casal se beijava no topo dessa pilha: um beijo de sucesso – sem derrubar a torre – teria um casamento longo e próspero.

Bolo de noiva do século XVII

No século XVII, a “torta de noiva” tornou-se um “bolo de noiva”. Eram doces, bolos de frutas, o tipo de bolo de casamento que continua sendo a opção tradicional até hoje. Depois de comer uma  fatia, a noiva jogava o restante sobre a cabeça (remontando à tradição romana). No final dos anos 1700, o “bolo de noiva” foi coberto por uma cobertura branca semelhante a merengue para simbolizar a pureza.

Bolo da igreja da noiva do século XVIII

A forma de bolo de casamento em camadas, que agora consideramos ser um bolo de casamento clássico, foi criada por um aprendiz de padeiro em Londres, que se apaixonou pela filha de seu chefe e quis impressioná-la. Ele  se inspirou no  pináculo da igreja de  St. Bride’s Church. Embora essa estrutura tenha aberto o caminho para bolos de casamento, nesta data, o padeiro ainda não havia criado uma maneira de tornar comestíveis todos os níveis desse bolo inovador.

Cobertura Real do Século XIX

A cobertura branca já era usada desde o século XVII, mas foi só no casamento da Rainha Victoria com o Príncipe Albert, em 1840, que a cereja real foi criada. Era necessária uma cobertura branca dura e robusta que suportasse o  bolo, estruturalmente decorado e com quase dois metros de largura. Foi a partir daí que surgiu a “expressão” cereja do bolo.

Croque-en-bouche do século XX

Enquanto os ingleses criavam bolos brancos em camadas, os franceses celebravam seus casamentos com imponentes estruturas.  O primeiro foi criado pelo padeiro “chef” Marie-Antoine Carême, inspirado pelos bolos de especiarias,  da Grã-Bretanha. Pequenos bolos de choux circulares foram empilhados em uma base de nougat (torrone mais delicado) e lindamente decorados com açúcar refinado. No final do século XIX, ficaram mais elaborados, como uma torre gótica, mas, no século XX, retornaram a estrutura cônica clássica, popular nos casamentos atuais.

Bolo de casamento em camadas do século XX

O bolo totalmente comestível apareceu no casamento do Príncipe Leopoldo com a Princesa Helene Freiderike, em 1882. Camadas endurecidas de glacê real cobriam cada bolo de frutas, permitindo que as camadas se empilhassem em cima umas das outras. Em 1900, pilares de apoio entre os níveis de bolo de casamento foram vistos pela primeira vez, por conta da demanda por um bolo que desse para comer todinho, e também por ser cada vez mais largo e alto. Esses pilares eram simples, bastões de madeira cobertos de glacê. Quanto mais alto o bolo de casamento, melhor – era símbolo de status.

Cake Toppers da década de 1940

Apareceram na década de 1940: pequenas figuras no topo das tradicionais tortas de frutas em camadas. Hoje é moda em decorações de bolos comestíveis e não comestíveis numa quantidade surpreendente.

Decorações do bolo pós-guerra dos anos 1950

Na década de 1950, com açúcar e outros ingredientes mais uma vez disponíveis, o estilo dos bolos de casamento expandiu-se e cresceu. Uma cobertura real que poderia ser moldada foi inventada, permitindo decorações de bolo espetaculares.  Os casais começaram a pedir diferentes bolos – chocolate, baunilha, limão ou mesmo cenoura.

Bolos De Casamento Contemporâneos

Hoje,  a maioria dos casais ainda opta por um bolo que é escalonado de alguma forma – seja uma esponja de cinco camadas, camadas de cupcakes ou uma pilha de merengues… mas se você ama macarons pode ter uma torre da cor de arco-íris destes doces franceses, ou escolher um bolo gelado em diferentes tons de buttercream.

Independente da sua escolha, bolos de casamento são uma importante peça central, e carregam muito de simbolismo e história com eles.

 




Merengue Gourmet : não dá pra resistir

Foto em close de vários pequenos sanduíches de suspiros-merengues recheados de doce de leite estão colocados em volta de um prato que também tem outro merengues em formato de coração com a superfície dourada. O visual é festivo e apetitoso.

Parece simples: bater as claras com açúcar e levar ao forno. Mas um bom merengue precisa ser no ponto: crocante, sem muito creme, não muito doce e ainda ter sabor e delicadeza na textura.

Talvez por essa razão poucas pessoas se atrevam a produzir apenas eles. Mas Izabella da It’s all about merengue, do Rio de janeiro, faz um sucesso enorme com eles. Nas fotos apenas um aperitivo da sua produção em mesas assinadas por Fabiane Calvo da Pink Decor.

Produzidos de forma artesanal (por isso o sabor e incrível) são totalmente personalizados. E, de tão delicados e saborosos, muita gente de fora do Rio está pedindo para ela enviar as delicias coloridas pelo correio!

Um dos top mais pedidos é esse suspiro casadinho como o da foto  acima (o recheio e a cor ficam também a escolha do cliente).

E olhem o efeito lindo que tem o ninho (acima) que leva  no meio um brigadeiro ou uma geleia com frutas. Para incrementar o decor, os divertidos pirulitos que parecem uma flor além de cookies de merengue com castanha que acabam com qualquer dieta!

Na produção de Izabella tem também a clássica gota (que pode ser de uma, duas, três cores) simples ou recheada de nutella, mousse de limão, doce de leite etc.

contato Instagram : @its_all_about_merengues

Fabiane Calvo : @pinkdecor

 




Staff – uma festa a mais nos casamentos

 

O  fato é  que os donos das festas não apenas tem uma despesa extra como ainda ficam obrigados a inúmeras exigências dos músicos/artistas e outros fornecedores.  Alguns exigem “jantar antes de começar sua apresentação ou serviço” Outros, como algumas bandas, pedem vários itens no camarim (sim, camarim é necessário para as bandas)… E todos com expectativas que deixam as Cerimonialistas malucas – com razão.

O que fazer?– muitas acabam contratando um serviço simples exclusivamente para  o staff. Sim pois, se deixar por conta do bufê principal, eles acabam se dividindo e  atendem mal tanto o Staff como os convidados. Daí a solução de manter um serviço independente.

 

Stella Lacerda, que atua  em Vitória  diz que não existe muito esse problema pois, mediante o numero apresentado de pessoas extras em serviço, os bufês cobram metade do preço por pessoa. Os anfitriões já estão acostumados com este procedimento e entendem. Em outras regiões, como São Paulo e Rio muitos bufês tem um preço especial para staff que custa, na média de R$40 a 50. Nesse caso basta arruma um local no espaço para que seja feita a refeição.

Combinado sai barato – é preciso sempre, desde o início da concepção da festa, passar para os noivos o custo total – para que possam pensar no projeto já com ter ideia do valor que irá pagar.

Solução independente – outra alternativa é fazer com que  as empresas de bar, som e recepcionistas assinem um contrato onde a alimentação é por conta deles. E pronto. Em caso de banda atende-se a exigência de camarim e, lá dentro mesmo é servida a mesma comida oferecida aos garçons. Isso elimina o fator “administração de um espaço  e bufê extras”. Mas pensa que resolve? Muitos deles, aliás, quase todos, sentem-se discriminados…

Menos, gente, muita calma– os casamentos tomaram uma proporção de tamanho protagonismo que até os profissionais que nele trabalham tem ataques de diva! Será que não entendem que estão ali para trabalhar? Que mistura de canais é essa? É como se o bombeiro ao chegar no incêndio exigisse, na hora de usar a mangueira de água, fazer um lanche antes!

A palavra final foi de Roberto Cohen, Mestre dos craques: se não está no contrato não se serve comida. Simples assim. Está achando tudo muito complicado? Então pode se casar no centro oeste onde, segundo Izis Dorileo, referência em casamentos da região, o bufê da noiva não costuma cobrar. E ficam todos felizes…

 




Ainda é possível casar com elegância e sem exageros!

 
Os noivos Virna Luiza e Italo Dantas em Fortaleza conseguiram a proeza de conceber  um casamento elegantíssimo na Igreja do Pequeno Grande (do Colégio da Imaculada Conceição) em Fortaleza com tudo a que tinham direito,  onde a decoração não ofuscou a noiva e muito menos os convidados. Reparem que a decoradora Regina Andrade enfeitou com flores suficientes para não encobrir a bela arquitetura do lugar sem extrapolar.
 Nada de paredes forradas de flores nem passadeiras de espelho. Em vez disso, apenas um tapete persa na entrada para marcar o inicio da nave e, ao longo dos bancos, flores baixas permitindo uma visão melhor do bonito fundo do altar.
 Na festa o toque de glamour continuou discreto: docinhos e flores na medida na festa pra la de animada que adentrou a madrugada sob a batuta de Alódia Guimarães, a rainha do Cerimonial no Nordeste!  Parabéns aos noivos – e a toda Equipe!