Fotógrafo no Casamento: mais que ele, só o noivo

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Hoje eles são um mix de artista com fornecedor, daí ser preciso muito critério para escolher esse profissional. E não basta: você terá que orientá-los antes para alguns detalhes de comportamento que, se não forem observados, podem comprometer a festa.

Roupa de festa – ok, vivemos dias de informalidade e não é obrigatório usar terno quando se está em movimento fotografando. Mas isso não quer dizer que dá para se apresentar de calça jeans (exceção feita as black jeans) e camiseta ou camisas claras.

Como tem que ser quase invisível, o ideal mesmo é que fotógrafos se vista com roupa escura – inclusive o colete de bolsos que, negro, fica muito mais discreto.

Tralhas sob controle – por falar em discrição, o equipamento tem que ficar fora do campo de visão dos convidados, assim como eventuais assistentes – que devem adotar uma atitude em harmonia com a dele.

Atitude conta – é só um detalhe mas, falar ao celular enquanto trabalham, por mais comum que seja, não pega bem.

Timing é importante – por isso é essencial informá-lo detalhadamente como vai ser o serviço e o cerimonial para que ele saiba o momento certo para reunir noivos, família, padrinhos etc.

Se for o caso divida esses momentos em antes e depois do jantar – e deixe o cerimonialista ou a pessoa responsável pelo andamento da festa avisado.

Sem fotos a mesa – o momento do jantar é sagrado – por mais tentador que seja o fato de estarem todos reunidos a mesa, não dá para fazer foto enquanto comem.

Na ponta da língua – é bom que ele saiba pelo menos alguns dos nomes da família e padrinhos para melhor orientar ou mesmo chama – los na pose caso seja necessário. Evita recorrer a um amigo mais íntimo, interrompendo a diversão para reunir a turma.

fotógrafo com a câmera fotográfica junto ao rosto focando a imagem. Ela usa um chapéu preto de feltro.

Autosave-File vom d-lab2/3 der AgfaPhoto GmbH

Em tempo: ele pode até pode ser um artista, mas nada lhe dá o direito de mudar a decoração para “aclimatar o cenário”. Aquilo foi pensado durante meses por outro especialista tão talentoso quanto ele e custou uma pequena fortuna – por isso, avise antes da festa que, se precisar muito, vale mover discretamente um arranjo devolvendo-o ao lugar assim que terminar.

Cara de fim de festa – deixe claro que você não quer revelar isso nas fotos: ninguém vai achar a menor graça em ver registrada para a posteridade a gravata torta, maquiagem borrada, penteados desfeitos ou pileques homéricos.o3

A não ser que ele apresente tais fotos como a seção bastidores, opcional e em caráter confidencial.

 

 




Primeira impressão é a que fica. Será?

Antigamente as crianças tinham na escola, as Aulas de Etiqueta e com isso aprendiam a andar com uma pilha de livros sobre a cabeça para se certificar de que tinham uma boa postura. Um exagero, concordo, mas que funcionava para o que se propunha. Além disso, aprendiam como apresentar a si mesmos e aos outros e apertar as mãos adequadamente. Antes de se formarem, precisavam conhecer a maneira correta de servir chá  (e no Brasil o café) sem derramar e – acredite – no Japão, era exigido das gueixas até mesmo o “barulho correto” do chá caindo na xícara….

Isso, hoje, parece insignificante, mas pense : quando você vê alguém se curvando, oferecendo uma mão fraca para um aperto de mão, mascando chiclete de boca aberta e esquecendo de apresentar o estranho com quem está, você vai achá-lo, no mínimo, desajeitado quando não mal-educado mesmo.

Pouco tempo  – as pessoas têm de quatro a oito segundos para causar uma primeira impressão. Não é muito tempo, portanto é preciso fazer valer a pena. Sem esquecer que a maior parte do que comunicamos é não-verbal!

Primeiras impressões – as pessoas notam e julgam você pelo visual: roupa,  movimentos e expressões faciais mais sutis.  Quando você entra pela primeira vez em uma sala ou se aproxima de um grupo de pessoas, certifique-se de que seus ombros estejam alinhados e sua cabeça, levantada.  Independente de você ser alto ou baixo, ficar em pé com a cabeça erguida permite que os outros saibam que você está confiante e feliz por estar lá.

Decodificando – as pessoas vão determinar imediatamente que tipo de pessoa você é baseado em quantas vezes você sorri,  faz contato visual, acena durante a conversa, oferece um aperto de mão firme, ou tem uma postura aberta mostrando aceitação e engajamento.

Sentando – procure uma cadeira que ofereça apoio à sua coluna, mas se a única cadeira que você pode encontrar  for uma cadeira “desleixada”, sente-se na borda para quem possa apoiar os pés no chão e possa manter a coluna ereta. Para as mulheres, não há problema em cruzar as pernas, só cuidado para que a saia não suba demais.

Contato visual –  é importante, claro, mas, em uma conversa mais longalembre-se de piscar ocasionalmente, movimentar-se  e até  desvie o olhar as vezes para não  parecer que está olhando fixamente.

Gesticulando – toda cultura tem uma lista de gestos aceitáveis e inaceitáveis, portanto, se você estiver em uma situação desconhecida, mantenha os movimentos das mãos ao mínimo mínimo. Você não vai cores o risco de ofender alguém sem querer.  Pode repara: quando alguém gesticula, está dizendo mais do que as palavras que saem da sua boca.

Mantenha uma distância confortável – a menos que você seja casado ou conheça bem a pessoa, deixe um  espaço confortável para o outro interagir. A maioria das pessoas fica muito desconfortável quando outra se aproxima muito.   De 80 cm  a 1 metro é um bom parâmetro… Se você ver seu interlocutor  dando um passo atrás ou se afastando,  saberá que invadiu seu espaço.

São dicas aceitáveis e fáceis de praticar, não acham?




Como fazer um casamento acessível – e mais divertido para todos

Algumas medidas e adaptações são fundamentais e permitem que seus convidados aproveitem muito mais o evento! E acessibilidade não é um bicho de 7 cabeças, apenas é preciso mais atenção e foco em outro tipo de necessidade que vai  muito alem da decoração do docinho ou da cor da lembrancinha. Mas com boa vontade e mente aberta um casamento acessível a todos também fica muito mais interessante para todos!

Local – é essencial (e básico mas muita gente esquece) que o local da cerimônia e da festa, tenham alternativas como rampas e elevadores.… e esqueça  escada no altar se os noivos ou mesmo um dos padrinhos é cadeirante certo? A pessoa com necessidades especiais precisa ter um mínimo de independência e autonomia em seu período de permanência no local e ainda mais exposta a todos. O lugar precisa atender as suas necessidades e de seus convidados.

Acesso – recomendo a visita aos locais, simulando o caminho por onde o convidado irá passar e observe tudo com muita cautela. Em caso de dúvida, questione o cerimonial (contrate um, em festas assim é mais  importante!). Se puder e tiver intimidade  leve com você o convidado com deficiência ou consulte-o detalhadamente para prever as limitações e/ou providencias.

Banheiros – devem estar instalados de forma adequada, com acesso sem degraus, com barras de apoio e área de aproximação adequada.

Decoração – oriente o decorador sobre a presença do convidado em especial, para evitar transtornos, como obstrução de passagens, e eventuais  “armadilhas”. Não tenham vergonha! Questione, simule as situações que possam ocorrer, veja se os arranjos que o decorador pretende colocar estão num lugar adequado (melhor não ter nenhum no chão), se algum tapete será colocado em algum local inadequado, se os corredores terão a largura suficiente. Melhor ser taxado de chato pelos seus fornecedores do que passar por uma situação constrangedora no dia em questão.

Cerimonial – tudo o que acontecerá na festa precisa ser informado ao cerimonial, inclusive a presença de pessoas com deficiência. Nesse caso, o cerimonialista irá observar o acesso aos locais da festa e providenciará a reserva de um local mais confortável para acomodar o convidado como,  por exemplo, bancos da igreja em corredores mais amplos, mesas próximas dos corredores, pista de dança e banheiros… Além disso, o cerimonial poderá ajudar na tomada de decisões e na orientação dos fornecedores.

Pergunte mesmo – converse com o convidado, pois, com isso, podem ser obtidas orientações sobre o que é necessário e o que é dispensável. Afinal, pode acontecer de os donos da festa se preocuparem excessivamente com alguns detalhes menos importantes e, de repente se esquecerem de outros que comprometam de verdade a diversão e mobilidade de seus amigos.

É preciso ter atenção e alguns cuidados para que todos os convidados se sintam acolhidos e aproveitem o melhor da festa… Nos casamos com uma pessoa, mas comemoramos com muitas!




Claudia Matarazzo e Meseiras do Brasil –

 




Uso das facas: afinal corta como e come com que mão?

Os costumes americanos invadiram a cultura britânica ao longo das últimas décadas: aparentemente, os britânicos começaram a usar seus garfos “`a moda americana”.

De acordo com a etiqueta  do “cortar e alternar” dos EUA, os clientes começam com o garfo na mão esquerda e a faca na direita, mas depois de terem cortado o que quer que seja, o garfo é transferido para a mão direita.

De acordo com uma nova pesquisa, 23% dos adultos do Reino Unido abandonaram o tradicional estilo europeu – onde o garfo permanece na mão esquerda – em favor do estilo americano. Acredita-se que até um terço dos jovens britânicos adotaram a troca de garfo estilo americano. Aliás, a  América do Norte era, até recentemente, o único lugar em que essa trad07ição se mantinha.

Os utensílios pontiagudos eram usados há muito tempo na cozinha, mas os garfos não chegavam às mesas europeias até o século XI e, por centenas de anos depois, foram  considerados por muitos como uma extravagância decadente e vulgar. Facas e colheres eram ferramentas necessárias; o garfo era apenas um substituto delicado… para os dedos. Aparentemente, Luís XIV proibiu seus filhos de comerem com garfos.

Na verdade, os dois estilos são considerados “corretos” na América do Norte, e é raro encontrar alguém nos Estados Unidos defendendo a técnica do corte e troca. Já em 1928, a especialista em etiqueta americana Emily Post escreveu que:  “ziguezaguear o garfo da mão esquerda para a direita – em quase todos os cantos do mundo –  é uma prática ridícula do pretenso elegante que nunca é visto na melhor sociedade”.

Em geral, acho mesmo que os costumes e práticas que funcionam devem ser  globalizados e adotados por todos, mas nesse caso acho que vou concordar com Emily Post, que afinal de contas é ainda uma referência e tanto no quesito etiqueta e elegância: pra que tanto movimento? Corte e coma – sem troca troca…